Um comunicado que circula em grupos de mensagens e é atribuído ao Bonde do Maluco (BDM) ganhou repercussão após a prisão de Ricardo Neri Melo Júnior, de 24 anos, acusado de matar a estudante de Direito Brenda Nicole Alves Brandão, de 21 anos, durante um assalto no Imbuí, em Salvador.
Na mensagem, o grupo nega qualquer ligação com Ricardo e afirma que ele não seria integrante da organização criminosa. Ademais, o comunicado também sustenta que o acusado não teria envolvimento com o tráfico de drogas e que teria agido por conta própria.
As informações presentes na mensagem são atribuídas ao próprio grupo e não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Defesa revela versão de Ricardo
A advogada Carla Pires, responsável pela defesa de Ricardo, esteve nesta quarta-feira (9) no Fórum Criminal de Sussuarana, em Salvador, durante uma audiência. A defesa pediu a liberdade provisória do acusado, mas ele seguirá preso.
De acordo com a advogada, Ricardo teria cometido o assalto para conseguir dinheiro e pagar uma dívida de R$ 2 mil com um agiota. De acordo com a versão apresentada pela defesa, ele teria abordado Brenda e, durante a ação, a jovem teria reagido, momento em que a arma disparou.
“Ele [Ricardo] disse para o delegado que ele estava com uma dívida que tinha apenas uma semana para poder efetuar essa dívida, então ele decidiu sair para poder praticar o assalto. Ele informou que teria visto duas possíveis vítimas, mas não conseguiu porque o pessoal avistou ele e conseguiu evadir-se para uma rua e logo em seguida a menina estava vindo numa moto. Ele alega que realmente foi praticar um assalto e no momento que abordou a vítima, a mesma teria reagido, teria ido para cima tentar tirar a arma da mão dele, quando ocorreu o disparo. Foi um único disparo. A todo momento ele informa que estava sozinho”, explicou Carla.
A defensora também afirmou que Ricardo já teve uma passagem pela polícia por receptação, mas que o procedimento acabou arquivado.
Acusado confessou crime, segundo a polícia
O latrocínio, roubo seguido de morte, aconteceu no dia 6 de setembro, no bairro do Imbuí. Brenda estava na garupa de uma motocicleta com o namorado quando foi abordada por criminosos.
De acordo com as informações policiais, os suspeitos anunciaram o assalto e exigiram o celular da jovem. Após a negativa, um deles efetuou um disparo que atingiu Brenda no rosto. Ela morreu ainda no local.
Ricardo se apresentou à polícia no dia seguinte, acompanhado de um advogado, e, segundo a Polícia Civil, confessou ter atirado na vítima. Ele foi autuado em flagrante e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça.
Uma motocicleta utilizada no crime e um celular foram apreendidos. A arma apontada como utilizada no disparo, porém, não foi localizada. De acordo com Carla Pires, Ricardo teria descartado o armamento em um córrego na Avenida Paralela.
Brenda era filha de dois policiais militares e trabalhava como estagiária de Direito na Associação de Praças da Polícia e de Bombeiros Militares da Bahia (APPMBA). O caso segue sendo investigado para esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias envolvendo o acusado.