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Sóstenes Cavalcante e Pedro Campos debatem a abertura de CPI do INSS

Os líderes do PL e PSB na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) e Pedro Campos (PE), respectivamente, debateram, nesta sexta-feira (23), no CNN Arena, sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as fraudes em pagamentos do INSS.

O deputado do PSB, que faz parte da base governista, disse que as investigações estão sendo feitas e expressou o desejo do partido com o desfecho do caso.

“Uma CPMI neste momento é politizar um assunto extremamente sério, que está sendo investigado, sem viés político eleitoral, e que nós desejamos que os culpados sejam presos, e obrigados a devolver os recursos que roubaram dos aposentados”, afirmou Campos.

De acordo com deputado pernambucano, a decisão da abertura da comissão cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido para obrigar a Câmara a abrir a comissão será relatado pelo ministro Luiz Fux.

“Cabe sim a decisão do STF, ser feita em relação a isso”, declarou.

Já Sóstenes, compartilhou a alegria que está, com a atitude do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) em acionar o Supremo para obrigar uma CPI do INSS na Câmara.

A oposição também contesta a justificativa que vem sendo dada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que não instala o colegiado porque há uma fila de CPIs para serem feitas antes da do INSS.

“CPI não se votou e não se houve deliberação do plenário, CPI é uma decisão da Câmara, e neste momento, pelo regime, está impedido de tomar essa decisão”, afirmou o líder do PL.

“Então só resta uma alternativa, o Supremo Tribunal Federal poder tomar a decisão”, acrescentou.

Para Campos, as comissões não são, por completo, o melhor caminho, já que possui certos receios.

“Temos muito receio que uma CPI, ou uma CPMI, atrapalhe ao invés de ajudar“, compartilhou.

Porém, para Sóstenes, “é um direito da minoria e da oposição”.

“Todos têm que ser investigados, a CPI, ou a CPMI, ladrão tem que ir para cadeia, e mais ainda ladrão de aposentados e pensionistas. A CPI é um direito da minoria e da oposição. Nós da oposição vamos estar de olho no que o governo quer fazer”, concluiu.

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