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Planalto avalia local nos EUA para encontro entre Lula e Trump

Presidente do Brasil, Lula, e presidente dos EUA, Donald Trump –

Em meio a discussões no governo brasileiro sobre como seria uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder dos EUA, Donald Trump, Mar-a-Lago tem sido considerado como uma boa opção para um encontro presencial entre os líderes.

Segundo fontes ligadas ao governo brasileiro afirmaram à CNN Brasil, o resort do presidente americano — localizado em Palm Beach, na Flórida — oferece vantagens em comparação a uma reunião na Casa Branca.

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Por se tratar de uma propriedade privada, o acesso a Mar-a-Lago é mais restrito inclusive à mídia — o que seria um ponto positivo diante do receio de que Trump tente colocar Lula em uma situação como a que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, passou no Salão Oval em fevereiro deste ano.

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A avaliação do governo brasileiro é que o local pode oferecer um ambiente mais leve para a conversa entre os líderes. Além disso, republicano já recebeu outros chefes de Estados no resort, como o presidente argentino Javier Milei em novembro de 2024. Apesar de ventilar a possibilidade, o Itamaraty ainda estuda qual seria o melhor formato para o encontro.

Governo Lula prepara primeiro contato com Trump após aceno na ONU

O governo Lula prepara o primeiro contato com a Casa Branca, após o aceno do presidente Donald Trump a Lula durante a Assembleia Geral da ONU, nesta semana, em Nova York.

A ideia é que na próxima semana seja enviada uma nota diplomática ao Departamento de Estado americano, comandado por Marco Rubio, sugerindo uma conversa entre os dois presidentes, por telefone ou por videoconferência.

Ainda não há prazo previsto para que essa conversa aconteça, segundo apuração da CNN. Uma fonte diretamente ligada às negociações disse que a organização de um diálogo entre dois chefes de Estado costuma levar de uma a duas semanas.

Nesse cenário, é provável que, se não houver nenhum obstáculo, ambos só conversem mesmo em outubro.

O primeiro contato — e mesmo a conversa — poderá ser adiado ou suspenso se, até lá, houver novas sanções contra autoridades brasileiras.

A avaliação dentro do governo é de que essa possibilidade hoje é menor, mas ainda real, devido ao fato de o bolsonarismo continuar operando junto a setores da Casa Branca, e também porque alas mais ideológicas do governo americano ainda estimulam o tensionamento entre Brasil e Estados Unidos.



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