Segundo o relato da amiga da influenciadora, ela não teve nenhuma assistência mesmo sendo PCD
A amiga de Patixa Teló, Kamilla Malaquias, apareceu indignada em uma rede social, no último domingo (16/11), ao afirmar que a influenciadora perdeu o voo que sairia de Goiânia, Goiás, com destino a Manaus, Amazonas. Segundo ela, a participante do “Rancho do Maia”, que tem Síndrome de Down, não recebeu nenhum apoio para pessoa com deficiência da companhia aérea e nem do aeroporto.
Kamilla iniciou no Instagram: “Patixa me ligou aqui falando que perdeu o voo. ‘Como que você perdeu o voo se sua passagem tá escrito que você precisa de acompanhamento especial e eu falei no aeroporto de Goiânia que eles tinham que te levar para o portão de embarque?’. Ela não sabe ler, então não consegue chegar até o portão de embarque, ainda mais em Viracopos, que é gigante.”
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Patixa Teló perde voo e denuncia descaso em aeroporto de GoiâniaReprodução Instagram Patixa Teló/ montagem

Patixa Teló perde voo e denuncia descaso em aeroporto de GoiâniaReprodução Instagram Patixa Teló/ montagem

Antes do implante dentário de Patixa TelóReprodução
“E a atendente na primeira ligação foi super ignorante comigo, falando: ‘Perdeu o voo’. Que irresponsabilidade é essa da AZUL. Agora tá lá a Patixa no aeroporto de Viracopos; eles não me deram certeza se vão arrumar hotel pra ela. Eu falei: ‘Precisa arrumar um hotel, um motorista pra levá-la e buscá-la’ e aí remarcaram a passagem dela pra amanhã às 8 horas da manhã”, detalhou.
Ela ficou indignada que Patixa iria passar uma noite sozinha no aeroporto. “E não bastasse isso, a gente não tem ligação nem pra falar com o aeroporto de Viracopos nem com a AZUL. Eu to tentando ligar aqui tem 20 minutos pra AZUL não tem um atendente. Como é que pode uma irresponsabilidade dessa?! Eu só consegui falar com uma moça que trabalha na AZUL porque a Patixa passou o telefone pra ela e mesmo assim ela não foi clara com resposta e agora acabei de falar com a Patixa”, continuou.
“Deixaram ela lá sozinha num aeroporto gigante, não colocaram ninguém perto dela, sendo que na passagem tá escrito que ela precisa de acompanhamento especial…. Eu quero saber alguém da AZUL pra me atender agora e resolver esse problema.”
A própria influenciadora desabafou: “Muito triste com vocês, AZUL Linhas Aéreas. Para mim você era uma das melhores”. Ela chorou devido à situação vivida e recebeu ajuda de uma funcionária do aeroporto, mas precisou pagar do próprio bolso para ficar hospedada em um hotel.
Já na manhã desta segunda-feira (17/11), Kamilla afirmou que a amiga já tinha embarcado com destino para o norte do país. Também foi emitida uma nota de repúdio:
“A companhia AZUL tem a responsabilidade legal de levar uma pessoa com deficiência (PCD) e garantir sua acessibilidade e segurança, conforme a legislação brasileira.
Patixa saiu de Goiânia com a seguinte mensagem: ‘Ela precisa de total atenção’ e eles me garantiram que a levariam e colocariam no próximo embarque. E não foi isso que aconteceu!
Patixa não teve nenhum contato da parte da empresa com atendimento prioritário visando a integridade e o seu conforto por direito, como foi passado em Goiânia. Saiu do avião e foi procurar o portão de embarque sozinha e acabou se perdendo por irresponsabilidade da companhia AZUL.
Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e a Lei nº 10.098/2000 estabelecem normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade, visando assegurar e promover o exercício dos direitos e liberdades fundamentais por parte da PCD em condições de igualdade.
Se a companhia se recusar a transportar uma pessoa com deficiência ou não oferecer as condições de acessibilidade necessárias, ela estará sujeita à penalidade e o passageiro (a) pode buscar seus direitos junto aos órgãos competentes, como: ANTT para transporte interestadual. Procon ou Ministério Público.
UM DESCASO TOTAL! AZUL Linhas Aéreas NÃO NOS REPRESENTA. E NÃO REPRESENTA PESSOAS PCD.”
A reportagem do portal LeoDias entrou em contato com o aeroporto e a AZUL, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.