Com futuro indefinido no Manchester City, espanhol é visto como peça central em projeto de reformulação da Azzurra
A Seleção Italiana iniciou movimentos nos bastidores para definir os rumos do próximo ciclo e colocou Pep Guardiola entre os nomes cotados para assumir o comando técnico. Segundo o jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o treinador do Manchester City estaria disposto a ouvir uma proposta da federação.
ASSISTA AO ATUALIZA JÁ ESPORTE DE HOJE (24/04)
O interesse surge em meio a um período de transição no futebol italiano, após mudanças estruturais e uma nova ausência em Copa do Mundo. A saída de dirigentes e a indefinição no comando técnico abriram espaço para a busca de um nome que lidere um processo mais amplo de reconstrução.
Veja as fotos
Reprodução

Pep Guardiola é treinador do Manchester CityReprodução

Guardiola, irritado com fãs repetidos que lhe pedem autógrafosReprodução
Cenário político e indefinições
A escolha do novo presidente da FIGC ainda está em andamento. Os candidatos serão oficializados em 13 de maio, com eleição marcada para 22 de junho. Até o momento, disputam o pleito Giovanni Malagò, apoiado por clubes da Série A, e Giancarlo Abete, ligado às divisões inferiores. Mesmo antes da definição, a expectativa é de que Guardiola possa ser procurado para discutir um possível projeto à frente da seleção.
Futuro aberto no Manchester City
Apesar de ter contrato com o Manchester City até junho de 2027, a permanência do treinador para a próxima temporada é tratada como incerta. Caso opte por deixar o clube, será a primeira vez que o espanhol não cumprirá integralmente um vínculo profissional.
O técnico já manifestou o desejo de, em algum momento da carreira, comandar uma seleção nacional. Em entrevistas anteriores, afirmou interesse em disputar grandes torneios internacionais como Copa do Mundo ou Eurocopa.
“Gostaria de ter a experiência de uma Copa do Mundo, uma Eurocopa, uma Copa América, qualquer coisa. Gostaria de vivenciar uma grande competição de seleções”, declarou.
“Não sei quando, daqui a cinco, 10 ou 15 anos, mas gostaria de estar numa Copa do Mundo como técnico. Para trabalhar com uma seleção, eles precisam te querer e te contratar, assim como acontece com os clubes. Não sei qual vai me querer”, completou.
Ligação com o futebol italiano
Guardiola possui histórico com o futebol do país. Durante a carreira como jogador, atuou por Roma e Brescia, além de falar italiano fluentemente. O treinador também mantém relação próxima com ex-jogadores da seleção, como Roberto Baggio e Luca Toni.
Obstáculos e cenário financeiro
Um dos principais desafios para a contratação é o aspecto financeiro. Segundo o jornal Marca, Guardiola recebe cerca de 24,8 milhões de euros anuais no Manchester City, valor superior ao padrão da seleção italiana. Como referência, Roberto Mancini recebia aproximadamente 3 milhões de euros líquidos por ano após a conquista da Eurocopa de 2021.
A federação avalia alternativas para viabilizar a operação, incluindo a possibilidade de apoio de patrocinadores, modelo já utilizado anteriormente, como na contratação de Antonio Conte em 2014.
Projeto de reconstrução
Internamente, a Itália busca um nome que simbolize uma ruptura com o ciclo recente. A avaliação é de que Guardiola se encaixa no perfil desejado para liderar uma reformulação ampla, tanto dentro quanto fora de campo.
A possibilidade é tratada como complexa, mas integrantes ligados à federação defendem a tentativa. “Se houver realmente o desejo de recomeçar, eu partiria da possibilidade de ter Pep Guardiola. Tê-lo significaria uma virada radical em relação a tudo que foi feito no passado. Acho muito difícil, mas sonhar neste momento não custa nada”, afirmou Leonardo Bonucci, ex-jogador e integrante da comissão técnica da Federação Italiana de Futebol (FIGC).