A menos de dois meses do júri popular que definirá o futuro de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho), um novo e contundente laudo pericial foi anexado ao processo do caso Henry Borel, que tramita no II Tribunal do Júri da Capital.
A perícia, que utilizou reconstrução 3D para analisar as lesões do menino, descarta categoricamente a hipótese de queda acidental, sustentada pela defesa, e confirma que a morte foi resultado de agressões físicas múltiplas.
Detalhes do Novo Laudo (Reconstrução 3D)
O documento técnico reforça as investigações iniciais, demonstrando que o corpo de Henry, de 4 anos, apresentava sinais de agressões contundentes (socos/chutes) incompatíveis com um acidente doméstico. A reconstrução em 3D permitiu aos peritos visualizarem a dinâmica dos ferimentos, confirmando a tese de tortura e homicídio qualificado.

O laudo pericial 3D é considerado uma peça-chave para o Ministério Público, demonstrando a intensidade da violência sofrida pela criança, confirmando assim os pareceres dos legistas da equipe de assistência da acusação Fernando Esbérard e Luiz Airton Saavedra.
Julgamento Agendado
Monique Medeiros (mãe) e Jairo Souza (padrasto) respondem por tortura e homicídio triplamente qualificado. O júri popular está agendado para o dia 23 de março de 2026.
O tribunal negou recentemente tentativas da defesa de adiar o julgamento, mantendo o júri popular para a data marcada. A justiça entende que o caso teve instrução completa e que as provas periciais, incluindo este novo laudo, são suficientes para o andamento do processo. Ambos os réus permanecem presos.
Sobre o Caso
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021. As investigações apontaram que a criança foi morta dentro do apartamento onde morava com a mãe e o padrasto na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A perícia oficial identificou na época 23 lesões, incluindo hemorragia no fígado causada por ação contundente.
