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Mãe de chileno preso por gesto racista em Salvador relata angústia da família

A mãe do torcedor chileno preso em Salvador após ser flagrado fazendo gestos racistas na Arena Fonte Nova afirmou que a família vive dias de desespero desde a detenção do jovem. O caso aconteceu no fim de fevereiro, após a partida entre Bahia e O’Higgins, pela fase preliminar da Copa Libertadores.

Segundo as investigações, imagens das câmeras de segurança do estádio teriam registrado o momento em que o chileno Francisco Sepúlveda, de 27 anos, faz gestos considerados racistas durante o jogo, o que motivou a intervenção policial ainda no local.

Repercussão

Em entrevista à imprensa chilena, a mãe do jovem, Isabel Vargas, disse que a família nunca passou por situação semelhante e relatou o sofrimento desde que recebeu a notícia da prisão. “Estamos muito mal como família, nunca tínhamos vivido algo assim. Quando me avisaram que meu filho estava detido, eu desabei. Desde esse momento tem sido só choro, sem dormir e com muita incerteza”, afirmou.

Ela também pediu desculpas pelo ocorrido, mas disse que considera a punição exagerada. De acordo com a mãe, Francisco viajou ao Brasil para passar férias com o irmão, Nicolás, e três amigos, e a ida ao estádio aconteceu por acaso.

“Meu filho cometeu um erro, e por isso peço desculpas a todo o povo brasileiro. Mas ele não causou nenhum dano. Foi só uma careta, uma expressão engraçada, e é por isso que ele está preso. Meu filho cometeu um erro, mas nunca machucou ninguém na vida. Eles estavam de férias no Brasil. Nenhum deles é torcedor, e como a viagem coincidiu com a partida, decidiram ir ao estádio”, declarou.

Após a detenção, a Justiça decretou, no dia 2 de março, a prisão preventiva do suspeito. Ele segue custodiado em Salvador e pode pegar até cinco anos de prisão caso seja condenado. A mãe afirmou ainda que a família enfrenta dificuldades financeiras para acompanhar o processo e tenta arrecadar dinheiro no Chile.

“Vamos fazer uma arrecadação de fundos aqui onde moro. Vão vender comidas para ajudar. Precisamos arrecadar dinheiro. Já enviamos dois milhões de pesos quando tudo começou, mas agora estamos sem recursos. Meu marido quase perdeu o emprego e eu sou deficiente”, relatou.

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