A Justiça baiana realiza nesta segunda-feira (25), no Fórum Criminal Desembargador Carlos Souto, no bairro de Sussuarana, em Salvador, mais uma audiência ligada ao desaparecimento de Davi Fiúza. O adolescente foi visto pela última vez durante uma ação policial na região do Vila Verde, na capital baiana.
Davi desapareceu em 24 de outubro de 2014, após ser levado por policiais militares, segundo apontam testemunhas e investigações conduzidas ao longo dos anos. Desde então, o Estado brasileiro não apresentou conclusão definitiva sobre o caso, não localizou o corpo do adolescente e tampouco encerrou a responsabilização judicial dos envolvidos.
Processo é marcado por atrasos e críticas à condução das investigações
Entidades que acompanham o caso apontam que a investigação acumulou falhas consideradas graves desde os primeiros dias do desaparecimento. Entre as críticas estão a demora para iniciar buscas, a falta de planejamento nas diligências e períodos prolongados sem avanços relevantes.
Organizações ligadas aos direitos humanos também questionam o reconhecimento tardio do caso como desaparecimento forçado, classificação considerada fundamental em protocolos internacionais para investigações desse tipo.
Ao longo dos últimos anos, familiares denunciaram falta de transparência sobre os rumos do inquérito e dificuldades para acompanhar o andamento processual.
ONU acompanha caso desde denúncia internacional
A repercussão do desaparecimento ultrapassou as fronteiras brasileiras ainda em 2014, quando a Anistia Internacional levou o caso ao Comitê sobre Desaparecimentos Forçados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Desde então, o Estado brasileiro passou a ser cobrado internacionalmente sobre as medidas adotadas para esclarecer o desaparecimento do adolescente.
Segundo entidades envolvidas no acompanhamento do caso, as respostas encaminhadas às instâncias internacionais foram consideradas insuficientes diante da ausência de solução definitiva