Presidente da federação iraniana questiona participação no Mundial após Austrália conceder asilo a jogadoras da seleção feminina
A participação da Seleção Iraniana de Futebol na Copa do Mundo FIFA de 2026 foi colocada em dúvida pelo presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj. A declaração ocorreu após o governo da Austrália conceder asilo a cinco jogadoras da seleção feminina iraniana durante a disputa da Copa da Ásia Feminina.
VEJA O ATUALIZA JÁ ESPORTE DE HOJE (10/03)
Em entrevista à televisão estatal, Taj criticou o posicionamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e relacionou o episódio ao cenário político envolvendo o Irã. “O presidente americano escreveu dois tuítes para pedir que fosse concedido asilo político a nossas jogadoras (…), e que se a Austrália não o fizesse, ele faria”, disse.
Veja as fotos
Taça da Copa do MundoReprodução

Ali KhameneiReprodução / Globo

A próxima Copa do Mundo acontece em 2026 nos Estados UnidosReprodução/Instagram: @fifa
Na mesma declaração, o dirigente voltou a questionar a possibilidade de participação no torneio. “Ele fez 160 mártires ao matar nossas crianças em Minab e agora está sequestrando nossas meninas. Como podemos ser otimistas nessas condições em relação à Copa do Mundo nos Estados Unidos?”, questionou.
O dirigente também levantou dúvidas sobre o envio da delegação iraniana ao Mundial. “Se a Copa acontecer nessas condições, quem em sã consciência mandaria sua seleção nacional para um lugar assim?”, afirmou.
A Copa do Mundo FIFA de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá. O Irã tem partidas da fase de grupos previstas em Los Angeles e Seattle.