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Incêndio destrói teto do velódromo dos jogos do Rio de 2016

Apesar de danos ao telhado, autoridades garantem que a estrutura não foi comprometida

Um incêndio de altas proporções atingiu o teto do Velódromo do Rio de Janeiro, localizado no Parque Olímpico, na Zona Sudoeste da cidade, na madrugada desta quarta-feira (08/04). Ao mesmo metade do telhado da estrutura foi destruído no incêndio. O local foi sede das provas de ciclismo de pista durante os Jogos Olímpicos de 2016, realizados na capital fluminense.

Segundo o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, Luciano Sarmento, não houveram grandes danos a estrutura interna e há indícios de que fogo teria começado na parte externa do velódromo e se alastrado pela lona que protege o teto.

“Nós não sabemos as causas, mas é fato que se iniciou na parte externa, na lona. A causa, só a perícia poderá dizer (…) A cobertura do Velódromo era toda num material sintético. Essa lona derreteu e soltou um material muito parecido com uma teia de aranha”, detalhou em entrevista à TV Globo.

O corpo de Bombeiros também informou que foi mobilizado um efetivo de 60 militares de 6 quartéis para a Avenida Embaixador Abelardo Bueno, onde fica localizado o Parque Olímpico.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD) afirmou que o incêndio se iniciou em uma das salas do Museu Olímpico, que opera no último andar do Velódromo. A causa ainda será esclarecida pela perícia.

Veja as fotos

Reprodução

Teto do Velódromo pega fogo no Rio / Divulgação: Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ)

Teto do Velódromo pega fogo no Rio / Divulgação: Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ)

Vanderlei Cordeiro de Lima acendendo a pira olímpica nas Olímpiadas do Rio-2016 (Reprodução)

Vanderlei Cordeiro de Lima acendendo a pira olímpica nas Olímpiadas do Rio-2016 (Reprodução)

Vanderlei Cordeiro de Lima acendendo a pira olímpica nas Olímpiadas do Rio-2016 (Reprodução)

Vanderlei Cordeiro de Lima acendendo a pira olímpica nas Olímpiadas do Rio-2016 (Reprodução)

Thiago Braz foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro., bronze em Tóquio 2021 e vai para sua terceira Olimpíada Foto: Reprodução

Thiago Braz foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro., bronze em Tóquio 2021 e vai para sua terceira Olimpíada Foto: Reprodução


Velódromo foi a última obra a ser entregue e já foi alvo de outros dois incêndios e alagamento

O Velódromo foi a última obra a ser entregue para as Olimpíadas de 2016 ao custo de R$ 143 milhões e também foi a única a não receber eventos teste antes dos jogos. À época chegou a ser considerada a pista mais rápida do mundo, o que ficou comprovado após mais de 35 recordes, entre olímpicos, paralímpicos e mundiais serem batidos durante os jogos de 2016.

No entanto, desde o fim da Rio 2016, o Velódromo tem sido alvo de preocupação. Em 2017, o teto foi atingido por dois incêndios, causados por balões, um em julho e outro em novembro. No ano seguinte, em 2018, após fortes chuvas no Rio de Janeiro, a lona que protege o telhado cedeu, provocando um alagamento na parte interna. Funcionário conseguiram evitar maiores danos ao proteger a pista com lonas.

Pouco utilizado para provas e treinamentos após a Rio 2016, no ano passado o espaço ganhou uma nova utilidade e passou a sediar o Museu Olímpico, localizado no último andar da estrutura. Por lá, foram colocadas exibições referentes a realização dos Jogos na cidade.

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