Um homem foi condenado pela Justiça a 10 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de associação criminosa, disponibilização de material de exploração sexual infantojuvenil e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil. O Ministério Público da Bahia realizou a denúncia do suspeito, em investigação decorrente da Operação Lobo Mau, deflagrada em outubro de 2024 para combater uma rede criminosa de abuso sexual infantil na internet.
De acordo com o órgão, acatada na sentença judicial, o laudo de perícia técnica apontou que o condenado mantinha no celular, arquivos contendo material de exploração sexual de crianças e adolescentes e disponibilizava esse conteúdo a terceiros por meio de aplicativos de mensagem, integrando uma estrutura voltada à circulação desse tipo de material ilícito.
Operação Lobo Mau
A operação aconteceu simultaneamente em 20 estados para desarticular uma ampla rede criminosa envolvida na produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
Na Bahia, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), do MPBA, realizaram a ação em parceria com a Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (Nercca), com prisão em flagrante de dois homens nos municípios de Salvador e Correntina, investigados por armazenar, disponibilizar e trocar vídeos e fotografias pornográficas envolvendo crianças e adolescentes.
Fique de olho e denuncie!
O MP-BA alerta sobre a necessidade dos responsáveis pelos cuidados com crianças e adolescentes estarem atentos a quaisquer sinais de alteração de comportamento e humor. É necessário acompanhar interações sociais, acionar autoridades e rede de proteção, em caso de identificação de práticas suspeitas de violência infantojuvenil, inclusive em ambientes virtuais.
A instituição desenvolve campanha de prevenção e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive no ambiente virtual.
No endereço eletrônico www.falafilho.com.br, é possível obter orientações sobre temas como cyberbullying, vazamento de imagens, assédio sexual, discursos de ódio e isolamento digital. Além disso, há informações sobre canais de denúncia e proteção. O objetivo é promover comunicação, empatia e orientação digital responsável dentro das famílias e núcleos de cuidado.
Denúncias de crimes dessa natureza devem ocorrer pelo Disque 100, Ministério dos Direitos Humanos e Ministério Público pelo Disque 127, Promotorias de Justiça e pelo site. Os processos tramitam em segredo de justiça.