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Hantavírus: Passageiro de cruzeiro está infectado com única cepa transmissível entre humanos


Autoridades da África do Sul confirmaram que um dos passageiros retirados de um cruzeiro com casos suspeitos de hantavírus foi infectado pela cepa “Andes”, considerada a única variante da doença capaz de passar de uma pessoa para outra. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6/5) pelo ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, durante sessão de uma comissão do Parlamento.

“Os testes preliminares mostram que, de fato, trata-se da cepa dos Andes”, declarou Motsoaledi: “E acontece que é a única cepa, entre as 38 conhecidas, que pode ser transmitida de uma pessoa para outra”.

Veja as fotos

Crédito: Divulgação Antarctica Cruises

OMS falou de transmissão de hantavírus entre passageiros de cruzeiroCrédito: Divulgação Antarctica Cruises

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OMS falou de transmissão de hantavírus entre passageiros de cruzeiroCrédito: Divulgação

Crédito: Reprodução

Roedores silvestres são reservatórios do hantavírusCrédito: Reprodução


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Dois ocupantes da embarcação precisaram ser levados para Joanesburgo após a identificação de um possível surto a bordo. Um deles não resistiu, enquanto o outro segue internado.

Quem estava no navio?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cruzeiro transportava 147 pessoas de 23 nacionalidades. A empresa responsável pela embarcação, a Oceanwide Expeditions, havia informado anteriormente que o total era de 149 ocupantes, incluindo um turista alemão que morreu.

Segundo a operadora, o grupo de passageiros era formado por 88 pessoas de 15 países. Entre eles estavam 19 britânicos, 17 norte-americanos, 13 espanhóis, oito holandeses e um argentino. Já a equipe de tripulação contava com 61 integrantes de 12 nacionalidades, sendo 38 filipinos, cinco ucranianos, cinco holandeses, quatro britânicos e um guatemalteco.

Entre os mortos estão dois cidadãos holandeses que haviam feito uma viagem pela América do Sul antes de embarcarem em Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. O homem começou a apresentar sintomas em 6 de abril e morreu cinco dias depois. O corpo dele foi retirado do navio em 24 de abril, quando a embarcação atracou na ilha britânica de Santa Helena.

A esposa, que também apresentava sinais de mal-estar, deixou o cruzeiro e teve uma piora significativa durante o voo para Joanesburgo, realizado em 25 de abril. Ela morreu no hospital no dia seguinte. A confirmação da infecção por hantavírus ocorreu em 4 de maio. Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde sul-africano, Foster Mohale, o homem tinha 70 anos e a mulher, 69.

Outra morte registrada foi a de uma passageira alemã, que apresentou febre em 28 de abril, evoluiu para pneumonia e morreu em 2 de maio. O corpo dela continua no navio.

Mais casos suspeitos

Um passageiro britânico começou a apresentar febre e pneumonia em 24 de abril. O quadro clínico piorou dois dias depois, levando à remoção aérea do paciente da Ilha de Ascensão para a África do Sul. O homem, de 69 anos, permanece internado em uma unidade de terapia intensiva. O diagnóstico de hantavírus foi confirmado em 2 de maio, e novos exames ainda estão em andamento.

A OMS afirmou que o estado dele apresenta sinais de melhora.

“Esta pessoa está atualmente sendo tratada na unidade de terapia intensiva em Joanesburgo e encontra-se em estado crítico, porém estável”, informou a Oceanwide Expeditions.

Dois tripulantes, um britânico e um holandês, também desenvolveram sintomas respiratórios. Um deles apresenta quadro leve, enquanto o outro inspira mais cuidados, segundo a empresa. A OMS informou que ambos estão estáveis e que amostras foram encaminhadas ao Instituto Pasteur, em Dakar. A prioridade, segundo as autoridades, é transferi-los do navio, possivelmente para a Holanda.

Ainda conforme a OMS, uma outra pessoa chegou a relatar febre leve, mas já não apresenta sintomas.

Na noite de terça-feira, o governo espanhol informou que autorizou o pedido da Holanda para receber um médico do navio MV Hondius, que se encontra em estado grave e será levado de avião para as Ilhas Canárias.

O que é o hantavírus?

Transmitidos principalmente por roedores, os hantavírus podem provocar doenças graves e até fatais em humanos. A transmissão entre pessoas é considerada extremamente rara e, até o momento, só foi associada à cepa “Andes”, encontrada na América do Sul.

Enquanto aguardava os exames laboratoriais, a OMS já trabalhava com a hipótese de que essa fosse a variante presente no cruzeiro.

A diretora de prevenção de epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, explicou na terça-feira que o período de incubação da doença costuma variar entre uma e seis semanas, o que reforça a possibilidade de o casal holandês ter contraído o vírus antes mesmo do embarque.

Atualmente, não há vacina nem tratamento específico contra a infecção.

No ano passado, Betsy Arakawa, esposa do ator vencedor do Oscar Gene Hackman, morreu em decorrência do hantavírus. O artista, que tinha 95 anos e sofria de Alzheimer, morreu cerca de uma semana depois, por causas naturais.

Como é o MV Hondius?

Com bandeira holandesa, o MV Hondius foi lançado em 2019 e é voltado para expedições em regiões polares. O navio pertence à Oceanwide Expeditions e foi projetado para transportar até 170 passageiros em 80 cabines, além de 57 tripulantes, 13 guias e um médico.

A embarcação possui 107,6 metros de comprimento, 17,6 metros de largura e alcança velocidade máxima de 15 nós.

Rota da expedição

O cruzeiro iniciou a atual viagem em 1º de abril, após retornar a Ushuaia vindo da Península Antártica, segundo dados do site MarineTraffic.

Durante o trajeto pelo Atlântico, o navio passou por locais como Geórgia do Sul, entre 5 e 7 de abril, além de Tristão da Cunha e ilhas vizinhas, entre os dias 13 e 16. A parada em Santa Helena ocorreu de 22 a 24 de abril. Já a saída da Ilha de Ascensão aconteceu em 27 de abril.

Atualmente, o MV Hondius permanece ancorado em Praia, capital de Cabo Verde.

Depois da retirada de três pessoas com suspeita de infecção, a embarcação deve seguir viagem até as Ilhas Canárias, onde a previsão é chegar em “3 a 4 dias”, segundo informou o Ministério da Saúde da Espanha, sem detalhar qual será o porto de destino.



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