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Hantavírus: entenda sintomas e riscos da doença que matou três pessoas em cruzeiro


O surto suspeito de hantavírus registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius colocou autoridades sanitárias internacionais em alerta após a morte de três passageiros e a confirmação de pelo menos um caso da doença. O caso colocou o vírus no radar e levantou dúvidas sobre riscos e sintomas. Apesar da preocupação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o risco de disseminação para a população em geral é considerado baixo.

A embarcação da empresa Oceanwide Expeditions fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, na África Ocidental, quando passageiros começaram a apresentar sintomas graves. Segundo a operadora, duas pessoas morreram ainda a bordo e uma terceira faleceu após desembarcar. Um britânico de 69 anos foi internado em estado grave em Joanesburgo, na África do Sul, e testou positivo para hantavírus.

Veja as fotos

Foto: Divulgação

HantavírusFoto: Divulgação

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Roedores silvestres são reservatórios do hantavírus


Diante da situação, o navio foi impedido de atracar em Praia, capital de Cabo Verde. Autoridades locais afirmaram que a medida foi adotada para evitar riscos à população cabo-verdiana enquanto equipes médicas avaliavam os passageiros doentes.

O que é o hantavírus?

O hantavírus é um grupo de vírus transmitido principalmente por roedores silvestres infectados. A infecção em humanos pode provocar quadros graves, especialmente nos pulmões e nos rins.

A doença é conhecida como hantavirose e pode se manifestar de diferentes formas clínicas. Nas Américas, a apresentação mais comum é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, considerada altamente grave e potencialmente fatal.

Já em partes da Europa e da Ásia, a infecção costuma estar associada à febre hemorrágica com síndrome renal.

Como acontece a transmissão?

O vírus é eliminado por ratos e camundongos silvestres por meio da saliva, urina e fezes. A principal forma de contágio ocorre quando pessoas inalarem partículas contaminadas presentes no ambiente, especialmente em locais fechados com acúmulo de excrementos de roedores.

Também há risco de infecção após contato direto com secreções dos animais ou por mordidas.

Especialistas destacam que o hantavírus não costuma estar relacionado aos ratos urbanos comuns encontrados nas cidades, mas sim a espécies silvestres presentes em áreas rurais, florestas e regiões de mata.

Segundo a OMS, a transmissão entre pessoas é considerada rara, motivo pelo qual o órgão descartou, até o momento, a necessidade de restrições de viagem.

Quais são os sintomas?

Os primeiros sinais da hantavirose podem se parecer com uma virose comum. Entre os sintomas iniciais estão:

  • Febre alta;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Dor lombar;
  • Mal-estar;
  • Sintomas gastrointestinais, como náuseas e vômitos.

Em casos mais graves, principalmente na síndrome cardiopulmonar, o quadro pode piorar rapidamente em poucas horas. O paciente pode desenvolver:

  • Tosse seca;
  • Dificuldade para respirar;
  • Edema pulmonar;
  • Queda de pressão arterial;
  • Insuficiência respiratória.

A taxa de mortalidade pode chegar a cerca de 50% nos casos graves.

Na forma renal da doença, podem surgir insuficiência dos rins, redução da produção de urina e até sangramentos.

Existe tratamento?

Não há vacina nem medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é baseado no suporte clínico e varia conforme a gravidade do quadro.

Pacientes com comprometimento pulmonar podem precisar de:

  • Oxigênio;
  • Ventilação mecânica;
  • Medicamentos para estabilizar a pressão arterial;
  • Suporte intensivo.

Nos casos renais, pode ser necessária diálise.

Quanto mais rápido o diagnóstico e o atendimento médico, maiores são as chances de recuperação.

O que aconteceu no cruzeiro?

Segundo a OMS, seis casos passaram a ser investigados após passageiros apresentarem sintomas compatíveis com hantavirose durante a viagem. Até agora, um caso foi confirmado laboratorialmente.

A Oceanwide Expeditions informou que outros dois passageiros ainda precisam de atendimento médico urgente, enquanto autoridades holandesas avaliam uma possível repatriação dos doentes que seguem a bordo.

A OMS acompanha o caso em conjunto com os países envolvidos e reforçou que as infecções por hantavírus são raras.

Situação no Brasil

O hantavírus também preocupa autoridades brasileiras. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 1993 e 2024, o Brasil registrou 2.377 casos e 937 mortes pela doença.

Cerca de 70% das ocorrências aconteceram em áreas rurais.

As principais recomendações para prevenção incluem:

  • Evitar contato com roedores silvestres;
  • Manter ambientes limpos e ventilados;
  • Usar equipamentos de proteção ao limpar locais fechados com sinais de infestação;
  • Armazenar alimentos corretamente;
  • Impedir a entrada de roedores em casas e galpões.



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