Citado como possível beneficiário de um suposto esquema de propina de R$ 2 milhões para viabilizar a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024, o ex-ministro Geddel Vieira Lima se manifestou neste sábado (18), em entrevista ao Portal Salvador FM, e negou qualquer envolvimento, afirmando que teve o nome utilizado sem autorização.
A citação aparece na delação da ex-diretora da unidade, Joneuma Silva Neres, firmada junto ao Ministério Público da Bahia, que também envolve o ex-deputado Uldurico Júnior.
De acordo com a delação, Uldurico teria articulado o pagamento com integrantes de uma organização criminosa, e Geddel teria sido citado como destinatário de parte dos valores. Segundo o relato, o total seria de R$ 2 milhões, com R$ 1 milhão supostamente destinado ao ex-ministro.
Ao comentar o caso, Geddel disse ter sido surpreendido pela citação e criticou o que classificou como uso indevido de sua imagem. “Eu tomei conhecimento disso hoje de manhã com profunda indignação e irritação, entendeu? Porque eu tratei esse rapaz sempre como quadro partidário”, afirmou. Em outro momento, declarou: “Agora não podia imaginar que estivesse convivendo dentro do partido, dentro de casa, com um criminoso”.
O ex-ministro também afirmou que o próprio nome teria sido utilizado para dar aparência de prestígio. “Ele usa descaradamente o meu nome […] pra poder tentar mostrar a essa mulher que eu nunca vi […] algum tipo de prestígio”, disse. Geddel ainda defendeu punição rigorosa aos envolvidos: “Espero agora que a Justiça e o Ministério Público […] levem a ele uma pena dura, duríssima”.
A ex-diretora é investigada por facilitar a fuga dos detentos da unidade prisional no Extremo Sul da Bahia. O caso segue sob apuração das autoridades.