O senador Flávio Bolsonaro (PL), que também é pré-candidato à Presidência da República, passou a ser alvo de um novo pedido de investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR). A solicitação foi feita por parlamentares da base governista e envolve sua atuação em encontros com autoridades dos Estados Unidos.
O foco da representação são reuniões atribuídas ao senador com integrantes do governo norte-americano, incluindo o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Os encontros estariam ligados ao debate que resultou na classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
O pedido foi protocolado na última sexta-feira (29) por um grupo de deputados federais de partidos como PSOL, PT, PDT e Rede, entre eles Fernanda Melchionna, Chico Alencar, Duda Salabert, Heloísa Helena, Luiza Erundina, Luizianne Lins e Sâmia Bomfim.
Na representação, os parlamentares afirmam que a articulação internacional envolvendo o senador pode representar possível violação à soberania nacional. Eles também citam reportagens que indicariam participação de integrantes da família Bolsonaro nas tratativas e destacam a manifestação pública de Flávio após a decisão do governo norte-americano.
O pedido se soma a outras apurações e solicitações já existentes envolvendo o senador em órgãos como a PGR e o Supremo Tribunal Federal (STF). Entre elas está o caso relacionado ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que envolve investigação sobre repasses financeiros ligados ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Flávio também aparece em outro pedido que pede sua inclusão em investigação sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. A suspeita é de uso de recursos ligados à produção do filme para custear a permanência do parlamentar no exterior. O caso está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, no STF.
Além disso, o senador já é investigado por determinação do Supremo em um inquérito que apura possível calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após publicações em redes sociais em que o associou a Nicolás Maduro e a crimes como tráfico internacional de drogas. Segundo a PGR, a postagem teria atribuído falsamente fatos criminosos ao presidente.