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Feira destaca força da mulher empreendedora em Camaçari

A Praça dos Coqueiros, em Arembepe, foi o cenário escolhido para sediar mais uma edição da tradicional Feira da Economia Solidária, com início neste sábado (8), em celebração ao Dia Internacional da Mulher – data considerada símbolo da luta histórica das mulheres por direitos, equidade e respeito.

Com uma programação extensa, que contempla arte, artesanato, gastronomia e a comercialização de produtos de diversos segmentos, o evento, batizado de “Arembepe tem nome de mulher”, segue até o domingo (9), e visa fomentar o empoderamento feminino, bem como a geração de renda e autonomia financeira.

Integram a parceria no processo de realização da feira, a Associação de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e Solidário do Estado da Bahia (Adesba), bem como o Centro Público de Economia Solidária da Bahia (Cesol). Ao todo, foram montadas 20 barracas, com a presença de, aproximadamente, 30 expositores, em sua maioria mulheres, conforme enfatiza a assistente social e coordenadora de articulação do Cesol Metropolitano 2, Rosa Maria Bonfim.

“A predominância é das mulheres. São as mulheres da vida real, como costumo falar. Essa realidade é desde que essa feira é realizada, inclusive, tenho que ponderar que é um evento que já pode ser considerado histórico dentro de Camaçari”, contou Rosa Maria.

Aos 53 anos, a expositora Joelma Gomes desenvolve seu trabalho desde a adolescência. Com o tempo, o que começou como um hobby, acabou se tornando sua principal fonte de renda. A empresária, moradora de Arembepe, confecciona peças em crochê e participa das feirinhas em praticamente todas as edições. Para ela, o evento pode ser definido como uma ‘vitrine de clientes’.

“Posso garantir que meus clientes, a maioria, eu conquisto participando dessas feiras. Às vezes a pessoa não compra na hora, mas faz encomendas. As feirinhas geram novos clientes, passamos contatos por cartãozinhos, e, de fato, eles funcionam. Aqui é a nossa vitrine”, celebrou.

No que diz respeito à gastronomia, um dos serviços ofertados vem direto de Vila de Abrantes, com produtos carregados de cultura. A Comunidade Quilombola de Cordoaria participa da feira desde 2019 – é o que conta Jaciara de Santana, de 47 anos, uma das líderes comunitárias do local.

“Você pode ver que nessas feiras a maioria das pessoas são mulheres, e, mulheres empreendedoras que aproveitam essa abertura de espaço para o popular troca-troca com as amigas, com novos clientes que são feitos. Nós da Cordoaria, por exemplo, atuamos como um grupo de mulheres que lutam dia a dia para manter as gerações, o nosso legado que vem passando de mães para filhas, nessa luta de resistência, de trabalhar com os produtos da terra”, disse.

Durante o evento, a potência musical foi evidenciada pela cantora Nadja Meirelles. Para o domingo, a partir das 10h, a grade de atividades também envolve shows musicais e manifestações artísticas, a exemplo das rodas de capoeira.

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