Sheikh Hasina já foi considerada uma das mulheres mais poderosas da Ásia e é filha do líder fundador do país, o Sheikh Mujibur Rahman
Nesta segunda-feira (17/11), o Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh condenou a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, de 78 anos, à morte. Esse foi um julgamento de grande repercussão, e a sentença aconteceu após meses de processo, que terminou considerando a mulher culpada por crimes contra a humanidade.
A decisão aconteceu por conta da ordem de repressão violenta contra manifestações estudantis ocorridas no país em 2024, que acabaram em um número altíssimo de vítimas. “Todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade estão reunidos. Decidimos impor uma única pena, a pena de morte”, sentenciou o juiz Golam Mortuza Mozumder.
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Sessão que condenou Sheikh HasinaReprodução / YouTube: @WION

Sheikh HasinaReprodução / YouTube: @somoynews360
O chamado “movimento da Geração Z” aconteceu entre julho e agosto de 2024, sendo motivado por um sistema de cotas considerado controverso. O sistema reservava um terço dos empregos governamentais para parentes de veteranos da guerra de independência de 1971.
A população se revoltou, mas o governo tomou a decisão de colocar em prática uma repressão duríssima. Segundo as informações do G1, os relatórios da ONU apontam que até 1.400 pessoas podem ter morrido durante os protestos, e outros milhares ficaram feridos.
Inclusive, esse foi o episódio mais violento em Bangladesh desde a guerra de 1971. Promotores alegaram ter encontrado evidências das ordens de Hasina para o uso de força letal. A ex-primeira-ministra assumiu o cargo em 2009, mas fugiu para a Índia em agosto de 2024. Ela é filha do líder fundador do país, o Sheikh Mujibur Rahman.