Populares desejam realizar um enterro digno da idosa, vítima de uma agressão brutal na rodoviária da cidade
O triste caso de Maria das Graças dos Santos, a dona Maria, figura conhecida na cidade de Camaçari que morreu na última terça-feira (13), ainda gera comoção e parece estar longe de ter um ponto final. Isso porque, até a manhã deste sábado (17), o corpo da idosa de 70 anos ainda não foi liberado para sepultamento.
Conforme apurou o Bahia no Ar em reportagem, o Instituto Médico Legal (IML) do município aguarda que algum familiar da vítima se apresente com a devida documentação para que ela tem seu descanso final. No entanto, aparentemente, isso pode não acontecer.
Segundo populares que conheciam dona Maria, ela havia falado que nasceu na região de Ilhéus, sul da Bahia, e lá tinha duas filhas. Além disso, haveria um primo, que mora em Itapuã, em Salvador, só que até agora ninguém foi para realizar os trâmites legais e burocráticos.
“Não tinha contato com as filhas, não falava nada sobre elas. Ela também me relatava que tinha um primo em Salvador, que era dono de um posto, só isso que eu sei porque ela dizia que ia às vezes para lá. Só queremos que ela tenha um enterro digno, que ela merece, foi uma pessoa boa, de bom coração“, disse dona Leu, em entrevista à reportagem.
Para piorar a situação, os documentos que amigos têm em mãos estão dando incompatibilidade, o que dificulta ainda mais. “A documentação que temos não está batendo, porque o sobrenome e a data de nascimento informada eles [funcionários do IML] relataram que aparece que ela foi registrada em São Paulo“, complementou.
Sobre o crime
Dona Maria foi brutalmente agredida no dia 4 de maio, na rodoviária de Camaçari, por um homem que desferiu diversos socos e pontapés. Ela chegou a ser socorrida e passou vários dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral (HGC), mas não resistiu aos ferimentos apesar dos esforços.
Já o acusado foi preso no dia seguinte ao crime, na segunda-feira (5) e é mantido até agora em prisão preventiva após passar por audiência de custódia. O caso segue em investigação pela 18ª Delegacia Territorial (DT) de Camaçari, que busca entender as motivações para a morte brutal da idosa, considerada uma ‘lenda’ no município.
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*Com a colaboração de Alex Freitas