O caso ocorreu na manhã da última terça-feira (8). De acordo com nota da PM, uma equipe da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizava patrulhamento no loteamento localizado na orla de Camaçari, nas imediações da Estrada da Cetrel, quando os agentes teriam sido recebidos a tiros
Na manhã desta quinta-feira (10), o comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, afirmou durante entrevista que os policiais envolvidos na operação que resultou na morte de dois jovens na localidade do Canto dos Pássaros, em Barra do Jacuípe, irão arcar com as consequências se estiverem errados.
O caso ocorreu na manhã da última terça-feira (8). De acordo com nota da PM, uma equipe da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizava patrulhamento no loteamento localizado na orla de Camaçari, nas imediações da Estrada da Cetrel, quando os agentes teriam sido recebidos a tiros. Ainda segundo a corporação, houve revide, e os dois jovens foram baleados e não resistiram aos ferimentos.
No entanto, familiares das vítimas identificadas como Gilson Jardas de Jesus Santos, de 18 anos, e Luan Henrique, de 20 anos, contestam a versão apresentada pela polícia, assim como vizinhos que presenciaram a ação.
Segundo os relatos, os dois jovens teriam sido levados para dentro de uma casa por policiais, e, logo em seguida, foram ouvidos dois disparos. Familiares chegaram ao local instantes depois e registraram vídeos dos corpos ensanguentados e da cena do crime. Não foram feitas imagens que comprovassem posse de armas pelas vítimas. Apesar disso, a PM informou que foram apreendidas no local pistolas, uma espingarda e uma arma de brinquedo.
“Nós nos solidarizamos com as famílias pela situação específica e já adotamos as medidas preliminares investigativas. Já pedimos ao Ministério Público que acompanhe o caso. Se houve erro, nossos policiais vão pagar pelos seus erros. Minha Polícia Militar não é de erros, é uma polícia em busca constante por acertos”, declarou o comandante-geral.