A edição 2025 do Camaforró, a festa tradicional do São João de Camaçari, encerrou na madrugada desta terça-feira (24) com a apresentação do cantor Kevi Jonny após quatro noites de apresentações em três palcos instalados no Espaço Camaçari 2000.
Durante o fim do evento, a equipe do Bahia no Ar aproveitou para perguntar ao público sobre um balanço geral das atrações, estrutura e organização planejada para o festejo, conhecido como o principal na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Apesar do clima ser de festa, grande parte dos presentes criticou pontos em destaque, que devem ser levados em consideração para o ano que vem.
A principal, de maneira quase unânime, foi a exclusividade de comercialização da cerveja Itaipava dentro do espaço, que desagradou comerciantes – prejudicados e frustrados com a baixa venda – e compradores, que não gostam da bebida e precisavam sair do local para comprar concorrentes, o que demandava tempo.
Outra reclamação geral foi a situação dos banheiros químicos instalados. Para os homens, faltou higiene e sinalização; para as mulheres, o problema era falta de materiais para uso, como papel higiênico, o que dificultava – e muito – a possibilidade de se limpar e voltar para curtir a festa.
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Alguns alegaram que as apresentações deixaram a desejar, enquanto outros comemoraram a escolha da grade. Para a maioria, o melhor dia foi o sábado (21), quando o cantor Natanzinho Lima fez o público marcar presença massiva no local; já uma parte do público afirmou que o domingo (22) foi o mais interessante por trazer o forró raiz como protagonista, tendo Flávio José e Adelmário Coelho no palco principal.
De acordo com a Polícia Militar, os quatro dias, juntos, reuniram mais de 250 mil pessoas no Espaço Camaçari 2000.