O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, explicou a negociação do zagueiro argentino Santiago Ramos Mingo, vendido em definitivo ao Club América, do México, por 10 milhões de dólares, cerca de R$ 51 milhões. Em entrevista coletiva realizada na manhã deste sábado (12), no CT Evaristo de Macedo, o dirigente revelou que o técnico Rogério Ceni não ficou satisfeito com a saída do defensor.
Segundo Cadu, a intenção do clube também não era negociar Ramos Mingo, titular da equipe, mas a necessidade de preservar a saúde financeira do Bahia pesou na decisão.
“A operação do Mingo, eu posso garantir que meu sentimento era que não queria vender. O jogador é titular da equipe. Se você perguntar para o Rogério, ele foi a pessoa que ficou mais chateado com a saída do Mingo. Porque, se você tirar um atleta titular de qualquer treinador, nenhum treinador vai ficar contente, nenhum treinador vai ficar feliz. Mas, infelizmente, a gente tem que tomar decisões que muitas vezes não nos deixam felizes, mas temos que pensar na saúde financeira do clube”, explica o diretor de futebol.
O dirigente também explicou que a diretoria precisou avaliar o momento considerado mais adequado para realizar a negociação, levando em conta a possibilidade de valorização ou desvalorização do atleta no futuro.
“A gente tem que encontrar o melhor momento para vender. Entender que se, caso não vendesse o Mingo agora com essa oferta, o valor de mercado dele iria subir em dezembro ou iria baixar. Não sei. Tivemos eliminações esse ano que nos doeram no sentimento, mas que nos doeram também no bolso e, naturalmente, você precisa encontrar esse equilíbrio. Tudo isso está na conta”, afirmou.
Luiz Gustavo ainda não está pronto?
Com a saída de Ramos Mingo, o Bahia passa a ter uma vaga em aberto no lado esquerdo da defesa. Para a posição, o técnico Rogério Ceni conta atualmente com David Duarte, Kanu, Marcos Victor, Marco Moreno, Luiz Gustavo e Fredi Lipert.
Entre os nomes, Luiz Gustavo, de 20 anos, é o único zagueiro canhoto. O defensor chegou ao Bahia em agosto de 2025, contratado junto ao Vasco por aproximadamente R$ 32 milhões na cotação da época. Considerado uma promessa, contudo, o jogador ainda não conseguiu se firmar no elenco principal. Até o momento, disputou apenas cinco partidas pelo Bahia, todas em 2026, e chegou a ser utilizado pelo time Sub-20 em algumas oportunidades.
Cadu Santoro, no entanto, destacou que a contratação de Luiz Gustavo foi realizada pensando também no desenvolvimento do atleta a médio e longo prazo, e não apenas em uma resposta imediata para o time profissional. Além disso, a chegada do atleta buscou cobrir a lacuna de não ter zagueiro canhoto na base tricolor.
“O Luiz foi um atleta que a gente não contratou, assim como o Kauê Furquim e o David Martins, pensando única e exclusivamente no presente. Se você olhar, hoje, na geração Sub-20 do Bahia, nós não temos nenhum zagueiro canhoto. O Luiz Gustavo é um atleta com idade de Sub-20, que chega para o profissional com 10 jogos de profissional no Vasco, muito elogiado pelo Diniz, com ótimas referências de pessoas que trabalharam com ele e que só se comprovaram desde que ele chegou aqui. Mas é um atleta ainda em final de formação”, explicou.
