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Brasil reagirá com cautela e sem alarde às tarifas de Trump

O governo brasileiro não se surpreendeu com o anúncio feito por Donald Trump de adotar tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelos Estados Unidos.

Esses dois setores já haviam sido objeto de políticas protecionistas na primeira passagem de Trump pela Casa Branca e já se esperava, em Brasília, que essa atitude voltasse em algum momento no começo de sua segunda gestão.

A avaliação preliminar de integrantes da área econômica é que a medida anunciada por Trump não foi totalmente ruim porque é unilateral, voltada a todos os fornecedores, sem estar direcionada ao aço e ao alumínio do Brasil em particular.

Mesmo assim, as tarifas adicionais geram preocupação às siderúrgicas brasileiras. Os produtos semiacabados de aço foram o segundo item mais importante na pauta de exportações aos Estados Unidos em 2024 — perdendo apenas para o petróleo.

As vendas atingiram US$ 2,8 bilhões no ano passado e representaram quase 7% de tudo o que foi embarcado para o mercado americano.

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área econômica defendem que o governo avalie a medida de Trump com cautela e sem uma postura combativa de largada.

Para esses assessores, vale ter cautela e buscar uma negociação, inclusive pelo fato de o Brasil não ter sido alvo único ou isolado das tarifas.

Segundo relatos feitos à CNN, porém, um ponto de preocupação é que o Itamaraty e o Palácio do Planalto ainda não conseguiram estabelecer canais fluidos de contato com a cúpula do governo Trump.

Ainda não houve diálogo com o primeiro escalão do Departamento de Estado, do Departamento de Comércio, do USTR (representação comercial da Casa Branca) e do Conselho de Segurança Nacional — potenciais interlocutores para discutir esse tema.

De acordo com um integrante da área econômica, as tarifas sobre o aço e o alumínio podem até representar um ponto de inflexão, forçando Brasília e Washington a sentarem na mesma mesa em busca de um acordo.

Além desses dois setores, cujas importações já haviam sido sobretaxadas em 2019, o governo brasileiro tinha a expectativa de pressão da Casa Branca sobre o etanol.

Na primeira gestão de Trump, o Brasil baixou para zero a alíquota de importação sobre etanol, beneficiando o biocombustível produzido nos Estados Unidos a partir do milho. As tarifas voltaram ao patamar de 18% em 2023.

O “Corn Belt” (Cinturão do Milho) é uma base eleitoral trumpista, formada por estados de maioria republicana, como Iowa, Nebraska e Missouri.

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