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Bahia leva gol em escanteios pelo terceiro jogo seguido; veja análise

O Bahia sofreu contra o Flamengo na derrota por 2 a 0 no Maracanã no último domingo, 19 – e um dos maiores problemas já é bem conhecido do Esquadrão. Já acostumado a sofrer com bola parada defensiva, o Tricolor levou um dos gols após cobrança de escanteio, repetindo um padrão que já se tornou preocupante.

Com isso, o time chegou ao terceiro jogo consecutivo sofrendo gol em escanteios, evidenciando uma fragilidade que contrasta com a consistência apresentada em outros aspectos da campanha no Brasileirão.

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O cenário se repetiu na derrota por 2 a 1 para o Mirassol pelo Brasileirão, e anteriormente no 2 a 1 para o Palmeiras, também pelo Campeonato Brasileiro.

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Fragilidade aérea

O segundo gol do Flamengo saiu justamente nesse cenário – após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Lucas Paquetá finalizar livre da entrada da área, sem chances para o goleiro Léo Vieira.

A jogada sintetiza um problema recorrente, em que mesmo com marcação inicial organizada, o Bahia tem encontrado dificuldades na segunda bola e na recomposição dentro da área, fator determinante para os recentes gols sofridos.

Escolha de modelo

Após a partida, o auxiliar técnico Charles Hembert, que comandou a equipe na ausência de Rogério Ceni, explicou que a limitação na bola parada está diretamente ligada ao perfil do elenco.

“É difícil responder essa pergunta depois de ter sofrido três gols de escanteio nos últimos três jogos, né? Mas uma coisa importante saber sobre a bola parada é que claramente não é uma característica nossa, pelos jogadores que temos, que não têm tanta altura”, afirmou.

Segundo ele, trata-se de uma decisão estrutural do clube: “Se a gente quisesse ter um bom time de bola parada, a gente recrutaria jogadores mais altos”.

“A gente fez essa opção de ter um jogo mais técnico, vistoso. Não teríamos o Caio Alexandre, Everton Ribeiro, Jean Lucas, com pontas mais baixos. A gente recrutaria jogadores de 1,90 m e focaríamos mais nesse aspecto”, completou.

Bahia e Flamengo no Maracanã | Foto: Letícia Martins I EC Bahia

Estilo técnico x jogo físico

A fala escancara o dilema: o Bahia prioriza um modelo baseado em técnica, mobilidade e construção com bola, o que naturalmente reduz a imposição física em lances aéreos.

“Mas é uma escolha nossa. Não quer dizer que não queremos melhorar a bola parada. Obviamente queremos melhorar a bola parada, mas não é uma característica muito nossa”, afirmou Hembert.

Produção ofensiva

Além da bola parada, o desempenho geral também ficou aquém. Mesmo sendo um dos melhores visitantes do Brasileirão, o Bahia não conseguiu repetir sua consistência fora de casa.

No primeiro tempo, o time teve dificuldades para sair em contra-ataque, sua principal arma, e errou decisões com frequência. O primeiro gol, marcado por Giorgian De Arrascaeta, surgiu após uma sequência de falhas defensivas, incluindo falta de acompanhamento e perda de divididas.

Na etapa final, até houve melhora com a entrada de Caio Alexandre, que deu mais controle na saída de bola. Ainda assim, o Tricolor criou pouco. As melhores chances vieram em chute de Jean Lucas, no travessão, e finalização de Acevedo, defendida por Rossi.

Virada de chave

Sem conseguir pontuar em um confronto direto pelo G-4, o Bahia agora tenta corrigir os problemas, especialmente na bola parada, para a sequência da temporada.

O próximo compromisso será pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira, 22, contra o Remo, na Arena Fonte Nova. Depois, o time volta suas atenções para o Brasileirão, quando recebe o Santos.

A missão, além de voltar a vencer, passa por ajustar um detalhe que tem custado caro: a defesa em escanteios.



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