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Anvisa aprova medicamento inédito que pode retardar o diabetes tipo 1


A autorização da Anvisa se baseou em resultados de um estudo clínico que apontou que o tratamento conseguiu adiar, em média, por dois anos o avanço para o diabetes tipo 1 clínico em comparação com o placebo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do teplizumabe, considerado o primeiro medicamento capaz de alterar a evolução do diabetes tipo 1. Vendido com o nome comercial Tzield e desenvolvido pela Sanofi, o tratamento é destinado a adultos e crianças a partir de 8 anos diagnosticados com diabetes tipo 1 no estágio 2, fase em que a doença ainda não apresenta manifestações clínicas. O objetivo é postergar o surgimento dos sintomas.

A terapia age protegendo as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Ao preservar essas células, o medicamento pode adiar a progressão para a forma clínica da doença, momento em que surgem os sintomas e se torna indispensável a administração diária de insulina. O tratamento é feito por meio de infusão intravenosa diária, durante duas semanas consecutivas.

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Teplizumabe, considerado o primeiro medicamento capaz de alterar a evolução do diabetes tipo 1Foto: Divulgação

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Saiba como cuidar da taxa glicêmicaDivulgação

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Especialista esclarece dúvidas sobre o diabetes, doença que afeta mais de 16 milhões de brasileirosFoto: Divulgação

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Especialista esclarece dúvidas sobre o diabetes, doença que afeta mais de 16 milhões de brasileirosFoto: Divulgação

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“Com a possibilidade de atrasar o desenvolvimento do diabetes tipo 1 clínico, podemos oferecer às famílias um tempo para preparação, educação e adaptação à essa condição. Isso permite evitar quadros graves e traumáticos ao diagnóstico, o que pode ter um importante impacto na saúde mental e no estresse emocional das famílias. Tzield é o primeiro imunomodulador aprovado para diabetes tipo 1 e isso representa uma importante mudança de paradigma no tratamento dessa doença. Passamos a modificar a história natural da doença e não apenas a repor insulina.”, diz Melanie Rodacki, endocrinologista e professora de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em comunicado.

Quem vive com diabetes tipo 1 precisa lidar diariamente com diversos fatores que interferem nos níveis de glicose. Estima-se que mais de 40 variáveis influenciem o controle do açúcar no sangue, exigindo cerca de 180 decisões por dia — conscientes ou não — relacionadas ao manejo da doença. Essa rotina traz impactos físicos, práticos e também emocionais, afetando significativamente a vida dos pacientes e de suas famílias.

Classificado como uma doença autoimune, crônica e progressiva, o diabetes tipo 1 ocorre quando o próprio sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. A ausência desse hormônio compromete o controle da glicose no organismo. Em muitos casos, o diagnóstico ainda acontece tardiamente, frequentemente após episódios de cetoacidose diabética — uma complicação grave que costuma exigir atendimento hospitalar imediato.

Apesar disso, exames de sangue simples podem identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas. Esses testes detectam autoanticorpos específicos e alterações nos níveis de glicose. A evolução da condição é dividida em quatro etapas: nas fases 1 e 2, que ainda não apresentam sintomas, já é possível observar esses marcadores; o estágio 3 marca o início da hiperglicemia recente, podendo vir acompanhado de sinais como sede excessiva, perda de peso, cansaço e visão embaçada; já o estágio 4 corresponde ao diabetes tipo 1 estabelecido há mais tempo.

“Por ser uma doença autoimune, o diabetes tipo 1 pode ser identificado antes mesmo do surgimento dos sintomas clínicos por meio de testes simples de sangue que detectam autoanticorpos específicos do diabetes. Quando identificamos a presença de dois ou mais autoanticorpos, sabemos que o processo de ataque do organismo às células beta já começou e que a progressão para o estágio clínico é praticamente certa. Com essa detecção precoce e a disponibilidade de Tzield, podemos finalmente intervir antes de um episódio de emergência, potencialmente retardando a progressão natural da doença e dando às famílias o tempo necessário para se prepararem”, diz Rodacki.

Pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1 apresentam aumento da glicose no sangue e dependem da aplicação de insulina — seja por injeções ou por meio de bombas de infusão — para sobreviver. Além disso, precisam monitorar os níveis de açúcar diversas vezes ao longo do dia. O Tzield atua reduzindo a atividade das células imunológicas que atacam as células produtoras de insulina, ao mesmo tempo em que favorece aquelas responsáveis por regular a resposta do sistema imune.

A autorização da Anvisa se baseou em resultados de um estudo clínico que apontou que o tratamento conseguiu adiar, em média, por dois anos o avanço para o diabetes tipo 1 clínico em comparação com o placebo. A pesquisa também indicou uma diminuição de 59% no risco de os pacientes passarem a necessitar de insulina.

Entre os efeitos adversos mais frequentes observados estão a redução de determinados glóbulos brancos, aparecimento de erupções na pele e dor de cabeça. Como ocorre com outros medicamentos, o uso exige atenção a advertências e cuidados específicos, incluindo medicação preventiva e acompanhamento de sintomas relacionados à síndrome de liberação de citocinas, possibilidade de infecções graves, risco de reações de hipersensibilidade, atualização da vacinação conforme a idade antes do início da terapia e a recomendação de evitar a aplicação simultânea de vacinas vivas, inativadas ou de mRNA durante o tratamento.



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