• Home
  • Destaque
  • Dino anuncia suspenção de emendas no primeiro dia de recesso parlamentar

Dino anuncia suspenção de emendas no primeiro dia de recesso parlamentar

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões de reais em emendas parlamentares.

Dino também pediu para a Polícia Federal abrir um inquérito para investigar o caso.

A decisão do ministro ocorreu no primeiro dia do recesso parlamentar e logo depois de votações importantes para o governo no Congresso. O andamento do pacote fiscal e de parte do orçamento estavam atrelados justamente à liberação do pagamento de emendas.

A nova medida de Dino atendeu a um pedido do PSOL, que alegava irregularidades no pagamento dessas verbas. A ação também questiona a decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira, de suspender o funcionamento das comissões da Casa.

A representação cita um ofício encaminhado ao governo federal e assinado por 17 líderes partidários da Câmara. O documento detalhava a indicação de 5.449 emendas de comissão.

Segundo o PSOL, isso ocorreu sem aprovação prévia e registro formal, sob o pretexto de ratificar indicações previamente apresentadas pelos integrantes das comissões. De acordo com Dino, o documento perpetua a ocultação dos parlamentares que pediram as emendas de comissão.

O ministro também condicionou a liberação das verbas em 2025 ao cumprimento de medidas de transparência estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal. Em decisões anteriores, a Corte pediu a identificação do autor de cada emenda e que as transferências sejam informadas em um portal do governo.

Dino deu cinco dias para a Câmara dos Deputados apresentar as autorizações de liberação dos pagamentos.

A decisão é um novo capítulo da disputa pelas verbas que levou a uma crise entre STF e Congresso nos últimos meses. Parlamentares já se articulam para recorrer. A preocupação dos congressistas é de que o bloqueio interfira nas eleições às presidências das Casas Legislativas.

O governo também teme que a suspensão atrapalhe a votação do orçamento de 2025, que ficou para fevereiro. A avaliação é que a decisão de Dino piora o clima já pouco amistoso que paira entre governo e Congresso.

A Advocacia-Geral da União disse que irá passar às informações solicitadas ao Supremo Tribunal Federal. Isso deve envolver o montante pago via emendas parlamentares entre agosto e dezembro deste ano.

* com informações de Leonardo Ribbeiro e Gabriela Prado

VEJA MAIS

Vila no Brasil disputa selo da ONU entre os melhores destinos do mundo

Conceição de Ibitipoca, distrito de Lima Duarte, na Zona da Mata de Minas Gerais, está…

Lei na Bahia obriga escolas estaduais a debater prevenção da gravidez precoce

A prevenção da gravidez precoce tornou-se conteúdo obrigatório nas escolas da Bahia a partir deste…

Copa do Mundo reúne países que já protagonizaram guerras

A Copa do Mundo de 2026, que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá, traz…