O G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, anunciou nesta sexta-feira (26) um acordo para cooperar na tributação de indivíduos com patrimônio líquido ultra-alto. No entanto, a declaração conjunta esconde um desacordo mais profundo sobre o fórum ideal para promover essa agenda.
Ministros das Finanças e banqueiros centrais do G20 concordaram em fazer referência à tributação justa de “indivíduos com patrimônio líquido ultra-alto” em seu comunicado conjunto e em uma declaração separada sobre cooperação tributária internacional.
Apesar do consenso aparente, divergências surgiram sobre se as negociações devem ocorrer nas Nações Unidas ou na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, defende a OCDE como o fórum mais adequado, argumentando que a organização possui a expertise técnica para lidar com as negociações.
No entanto, países em desenvolvimento, como o Brasil, defendem a participação da ONU, alegando que a organização oferece uma representação mais justa para as nações do “Sul Global”.
A discussão sobre o fórum ideal para a tributação de bilionários reflete a complexa dinâmica geopolítica e as diferentes prioridades dos países membros do G20. O Brasil, como presidente do G20, busca promover a discussão tanto na ONU quanto na OCDE, buscando um consenso que atenda aos interesses de todos os países.
A decisão sobre o fórum ideal para as negociações sobre a tributação de bilionários ainda está em aberto, mas o consenso sobre a necessidade de uma tributação justa para os super-ricos representa um passo importante na busca por uma maior justiça social e fiscal global.