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AGAPA acolhe mais de 470 animais em Salvador e enfrenta desafios para manter abrigo

Aos 70 anos, Ângela Gomes mantém uma missão que começou há mais de três décadas: cuidar de animais abandonados e oferecer proteção àqueles que, muitas vezes, não encontraram espaço em nenhum outro lugar.

Na região de Cassange, em Salvador (BA), funciona o abrigo da AGAPA, que atualmente acolhe mais de 470 animais, entre cães e gatos. A estrutura precisa atender diariamente a uma grande demanda de alimentação, medicamentos, cuidados veterinários, limpeza e manutenção.

O trabalho é mantido principalmente por doações, sem contar, segundo informações repassadas à reportagem, com auxílio regular do poder público.

A dimensão do desafio pode ser percebida pela quantidade de animais que dependem diariamente do abrigo. São centenas de vidas que precisam de alimentação e cuidados todos os dias, independentemente das dificuldades enfrentadas pela instituição.

Uma luta que atravessa gerações

A história de Ângela com a proteção animal começou há mais de 30 anos. Ao longo desse período, ela passou a acolher animais abandonados, doentes, idosos e vítimas de maus-tratos.

A quantidade de animais atendidos pela AGAPA já era superior a 460 em 2021, quando reportagens registraram dificuldades relacionadas à falta de ração e às condições de alojamento.

Anos depois, as dificuldades permanecem. Em 2025, uma reportagem voltou a mostrar a situação do abrigo e destacou a presença de mais de 400 cães e gatos no local, além da dependência de doações para a manutenção do trabalho.

Mais do que um abrigo

Para quem acompanha o trabalho, a AGAPA representa mais do que um espaço para acolher animais. É o resultado de décadas de dedicação de uma mulher que transformou a proteção animal em propósito de vida.

Cada animal acolhido representa uma nova responsabilidade. São vidas que precisam de comida, água, tratamento e segurança.

Por isso, as doações têm papel fundamental para que o trabalho continue.

A realidade do abrigo também chama atenção para um problema maior enfrentado pelas cidades: o abandono de animais e a dificuldade de encontrar lares para cães e gatos que permanecem à espera de adoção.

Enquanto muitos procuram filhotes ou animais de determinadas raças, cães e gatos adultos, idosos ou com problemas de saúde acabam tendo menos oportunidades.

Uma história que precisa ser conhecida

Aos 70 anos, Ângela continua à frente dessa luta.

São mais de três décadas dedicadas a animais que, em algum momento, foram abandonados ou simplesmente não tiveram a oportunidade de encontrar uma família.

Agora, com mais de 470 animais dependendo dos cuidados do abrigo, a história da AGAPA também se transforma em um pedido de solidariedade.

Quem puder ajudar pode contribuir com doações, ração, medicamentos, materiais de limpeza ou outras formas de apoio. Para os animais que vivem no abrigo, cada contribuição pode representar mais um dia de alimentação, cuidado e proteção.

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