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esse filme de suspense da Netflix é perfeito para terça

Estamos apenas no começo da semana, mas a vontade de assistir uma boa história continua mesmo em meio à correria da rotina. Pensando nisso, a Netflix tem uma opção intensa para quem busca um filme curto e cheio de adrenalina nesta terça-feira.

Lançado em 2020, o suspense A Caçada acabou ficando meio esquecido em meio às novas adições da plataforma, mas voltou a chamar atenção entre os assinantes por sua combinação de ação eletrizante, investigação policial, violência gráfica e uma trama envolvente que funciona perfeitamente no formato de apenas 90 minutos.

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Dirigido por Craig Zobel, o longa acompanha um grupo de desconhecidos que acorda amordaçado em uma floresta sem entender como foi parar ali. Aos poucos, eles descobrem que estão participando de uma espécie de jogo mortal organizado por membros da elite, que usam seres humanos como alvo em uma caçada violenta.

Uma sobrevivência brutal no meio da floresta

Em A Caçada, nos Estados Unidos, em um texto de grupo, Athena Stone antecipa uma próxima “caçada de deploráveis” em uma mansão. Várias pessoas de “elite” estão a bordo de um jato particular.

Um homem chamado Randy emerge do porão de carga. Ele é subjugado por um dos outros passageiros do sexo masculino, que o esfaqueia no pescoço para impedi-lo de falar sobre “isso”.

Outro caçador, chamado Ted, o Doutor, tenta colocar Randy para dormir, mas ele pega a garrafa de champanhe e começa a balançar até que Athena o esfaqueia no olho com um salto agulha, matando-o.

A partir daí, dez moradores de estados governados pelo Partido Republicano despertam em uma floresta e percebem que estão sendo perseguidos por pessoas poderosas que enxergam tudo aquilo como entretenimento. A sobrevivência vira a única prioridade.

O diferencial do filme aparece justamente quando a protagonista Crystal, interpretada por Betty Gilpin, começa a reagir. Com habilidades inesperadas, ela transforma completamente a dinâmica da perseguição e passa a enfrentar os próprios caçadores.

O filme que virou polêmica antes mesmo da estreia

Antes de chegar oficialmente ao público, o longa já estava cercado de controvérsias. O primeiro trailer mostrava personagens falando sobre uma “caça a deploráveis”, expressão associada a uma declaração feita por Hillary Clinton durante a corrida presidencial norte-americana.

A repercussão foi imediata. O então presidente Donald Trump criticou o filme publicamente nas redes sociais, enquanto parte do público acusava a produção de incentivar violência política. Em meio à pressão e após ataques a tiros registrados nos Estados Unidos naquele período, o lançamento original acabou sendo cancelado.

Quando finalmente estreou, em março de 2020, o filme enfrentou outro problema: o fechamento dos cinemas durante a pandemia da Covid-19. A solução encontrada pelo estúdio foi apostar rapidamente nas plataformas digitais e nos streamings, onde o longa acabou encontrando um novo público.

Ação acelerada e humor ácido sustentam o filme

Mesmo com divisões entre crítica e público, o longa ganhou destaque pelo ritmo acelerado e pela capacidade de surpreender. Os primeiros minutos são frequentemente lembrados por eliminar personagens de forma inesperada, mantendo a tensão constante.

O roteiro escrito por Damon Lindelof e Nick Cuse aposta em diálogos carregados de humor ácido, violência gráfica e críticas sociais discretas, enquanto a direção de Craig Zobel conduz as cenas de perseguição com intensidade crescente.

O filme também chama atenção por seu tom debochado e pela mistura entre suspense e sátira política. Ainda que muitos apontem que a trama não aprofunda totalmente os debates sociais que propõe, o longa funciona como entretenimento direto, rápido e extremamente violento.

As mortes gráficas, o clima constante de paranoia e a construção da protagonista ajudam a transformar a experiência em algo frenético do começo ao fim.

O que diz a recepção?

A recepção foi mediana, mas dividida entre crítica e público. No Rotten Tomatoes, A Caçada possui 57% de aprovação da crítica especializada, enquanto o público deu uma avaliação mais positiva, com 66%.

Grande parte dos elogios ficou concentrada na atuação de Betty Gilpin, além da maneira como o filme consegue equilibrar violência exagerada, humor ácido e tensão constante em uma narrativa curta.

Já entre as críticas negativas, muitos apontaram que o longa tinha potencial para aprofundar discussões sociais mais complexas, mas preferiu seguir por um caminho mais simples e focado apenas na ação e no choque visual.

Vale a pena?

Sim, principalmente para quem procura uma trama simples, rápida e que não exija muita reflexão. A Caçada entrega exatamente aquilo que promete: ação intensa, perseguições brutais, humor ácido e um suspense que prende do início ao fim.

Mesmo sem desenvolver totalmente suas ideias mais ambiciosas, o longa funciona muito bem como entretenimento despretensioso para uma terça-feira cansativa, especialmente para quem gosta de suspenses violentos, histórias de sobrevivência e filmes que vão direto ao ponto.



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