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Pressionado, Rogério Ceni revela se pensa em pedir demissão

Durante entrevista coletiva, Ceni comentou protestos e avaliou permanência no Bahia. –

Em meio à pior sequência do Esporte Clube Bahia na temporada, o técnico Rogério Ceni voltou a ser alvo de fortes protestos da torcida tricolor durante o empate por 1 a 1 com o Grêmio, neste domingo, 17, na Arena Fonte Nova. Após a partida, o treinador foi questionado, em entrevista coletiva, sobre a possibilidade de pedir demissão diante da pressão vivida no clube.

Ao responder sobre o tema, Ceni utilizou uma comparação com outras profissões para justificar sua permanência no comando do Esquadrão. “Você abandonaria a sua profissão se alguém lhe ofendesse?”, rebateu o treinador.

O comandante afirmou que segue convicto no trabalho desenvolvido no Bahia e destacou a confiança que possui no elenco e na proposta implementada no clube. Segundo ele, permanecer no cargo vai além de questões financeiras.

Não estou aqui apenas pelo salário que ganho. Não quero muito, não quero nada além de poder trabalhar e desenvolver aquilo de que gosto

Rogério Ceni – técnico do Bahia

Ainda durante a coletiva, Rogério Ceni ressaltou que está preparado para lidar com cobranças públicas e afirmou que não pretende desistir do trabalho por causa das vaias e manifestações da torcida.

“Mas, se a cada vez que me vaiassem ou me ofendessem publicamente eu desistisse, eu não estaria aqui. Você tem que saber distinguir as coisas. Sou muito bem preparado. […] Minha vida é trabalhar”, afirmou Ceni.

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Apesar da pressão crescente após sete jogos consecutivos sem vencer, o treinador garantiu que seguirá no comando enquanto enxergar condições de fazer a equipe competir em alto nível.

Eu trabalho pelo Bahia. E, no dia em que eu achar que não temos mais condições de produzir para ganhar dos adversários, aí sim será diferente

Ceni – treinador do Bahia

Ceni também reconheceu o descontentamento da torcida, mas ponderou que a responsabilidade dentro de campo não recai apenas sobre o treinador. O técnico relembrou experiências semelhantes vividas ao longo da carreira e destacou a dificuldade de trabalhar sob pressão constante.

Eu não vou dominar a bola, driblar ou finalizar. Claro que não é agradável ouvir isso, sou honesto em dizer. […] Mas quem está em campo é o atleta. Eu já estive lá e sei como é. Já fui vaiado dessa maneira no clube em que trabalhei a vida inteira. É sempre mais difícil trabalhar quando há pressão. Nós reconhecemos nossas falhas”, frisou.



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