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Mais de uma década depois, caso Davi Fiúza segue sem desfecho

O desaparecimento do adolescente Davi Fiúza, ocorrido há mais de uma década em Salvador, segue sem um desfecho na Justiça baiana. Davi tinha 16 anos quando desapareceu, em 24 de outubro de 2014, na comunidade de Vila Verde, na capital baiana. Desde então, o corpo do adolescente nunca foi encontrado.

Há um ano, a primeira audiência de instrução sobre o caso chegou a ser marcada. Ela iria ocorrer no dia 08 de maio de 2025, entretanto passou por um novo adiamento.

Processo trava entre adiamentos e dificuldade para localizar envolvidos

A nova suspensão da audiência ocorreu porque nem todos os policiais denunciados conseguiram ser notificados pela Justiça. O caso já havia sofrido outro adiamento anteriormente, em agosto de 2024, quando a principal testemunha de acusação deixou de comparecer ao fórum.

Agora, o Ministério Público da Bahia tenta garantir o avanço da ação penal por meio de pedidos de condução coercitiva de testemunhas consideradas fundamentais para o processo. Segundo o órgão, algumas delas estariam evitando receber intimações judiciais.

O caso tramita desde 2018, quando o Ministério Público denunciou sete policiais militares pelos crimes de sequestro e cárcere privado. Antes disso, o inquérito policial havia indiciado 17 agentes que participaram da operação realizada no dia do desaparecimento.

Apesar da gravidade das acusações, a Polícia Militar instaurou procedimento administrativo apenas quatro anos depois do sumiço de Davi.

Relato da família sustenta suspeita de desaparecimento forçado

A principal linha investigativa aponta que o adolescente teria sido levado por policiais militares durante uma ação das equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) e da Rondesp.

Segundo denúncias feitas pela família, Davi foi abordado enquanto conversava com uma vizinha na Rua São Jorge de Baixo, no bairro de Vila Verde. Testemunhas relataram que o adolescente teria sido encapuzado com a própria roupa, amarrado e colocado no porta-malas de um veículo descaracterizado utilizado na operação.

Desde então, a mãe do jovem afirma ter percorrido delegacias, unidades do Instituto Médico Legal e até áreas conhecidas por abandono de corpos na tentativa de localizar qualquer vestígio do filho.

Mesmo após anos de investigação, nenhum resto mortal do jovem foi encontrado.

Caso ultrapassou fronteiras e chegou à ONU

A repercussão do desaparecimento fez o caso ser acompanhado por organizações nacionais e internacionais de direitos humanos.

A campanha “Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta” levou a denúncia à Anistia Internacional, que passou a monitorar o andamento das investigações e lançou uma ação urgente cobrando proteção à família de Davi e esclarecimento sobre o paradeiro do adolescente.

O desaparecimento também foi encaminhado ao Comitê sobre Desaparecimentos Forçados da Organização das Nações Unidas (ONU), que passou a cobrar explicações do Estado brasileiro sobre o caso.

Familiares relatam que sofreram ameaças ao longo da investigação.

Em julho de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido apresentado pela Defensoria Pública da Bahia em favor dos sete policiais denunciados.

A defesa buscava impedir que o processo fosse encaminhado ao Tribunal do Júri e defendia que o caso permanecesse sob competência da Justiça Militar.

Com a decisão do STJ, a tramitação na Justiça comum foi mantida.

Onze anos sem respostas

Passados mais de dez anos do desaparecimento, o caso Davi Fiúza permanece sem conclusão judicial definitiva, sem localização do corpo e cercado por sucessivos atrasos processuais.

Enquanto isso, familiares seguem cobrando respostas sobre o que aconteceu com o adolescente naquela tarde de outubro de 2014 . Uma pergunta que, até hoje, permanece sem resposta oficial.

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