As mais de 716 mil vítimas de Covid-19 no Brasil serão homenageadas a partir de um projeto de lei sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira, 11. De autoria do líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), o projeto cria o Dia de Homenagem às Vítimas da Covid-19, que será comemorado em 12 de março.
A data foi escolhida em referência ao registro da primeira morte por Covid no Brasil em 2020, em São Paulo.
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Críticas
Durante o ato, realizado no Palácio do Planalto, Lula direcionou diversas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL):
“Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável. Eu nunca pessoalmente acusei o ex-presidente. Eu partia do pressuposto de que ele podia não entender nada, porque muitas vezes as falas deles na televisão eram demonstração de uma ignorância absoluta sobre o assunto”, iniciou o petista.
“Ele colocou três ministros, que apenas o primeiro entendia um pouquinho de saúde [Luiz Henrique Mandetta]. Outro era vendedor de remédios [Nelson Teich] e o outro era general [Eduardo Pazuello] que a impressão é que não sabia absolutamente nada.”, complementou.
Lula ainda lembrou de uma entrevista dada por Jair Bolsonaro em dezembro de 2020 ao canal de Youtube de seu filho Eduardo Bolsonaro: “Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada no canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar um golpe contra o Brasil.”
A primeira-dama Janja da Silva se emocionou durante a solenidade ao lembrar a perda da mãe. Vani Terezinha Ferreira morreu vítima de Covid-19 em 2020.