Libra chegou a acordo para redistribuir valores de direitos de TV que deram R$ 150 milhões a mais ao Flamengo ao longo do contrato de 5 anos
Minutos depois da Libra anunciar o acordo que confirmou o reajuste nos valores de distribuição de direitos de TV que deram R$ 150 milhões a mais ao Flamengo ao longo do contrato de cinco anos com a TV Globo, o Palmeiras anunciou a saída do bloco. Na nota, o alviverde citou atitudes “predatórias” e “egoístas” na gestão do grupo para justificar a saída.
“É inegável que o bloco obteve conquistas, entre elas o acordo vigente pelos direitos de transmissão de TV. Ao longo deste processo, contudo, atitudes egoístas – quando não predatórias – inviabilizaram a coesão necessária para a criação de um modelo compartilhado de gestão e governança”, citou o alviverde na nota.
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Leila Pereira foi uma das convidadas do Summit CBF Academy, nesta quarta-feira (26/11).Portal LeoDias

Maior rivalidade interestadual do país nos últimos anos ganhou novos capítulos extracampo.Mariana Sá/Flamengo | Fabio Menotti/Palmeiras

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Leila PereiraFoto: Fabio Menotti/Palmeiras

Leila Pereira, presidente do Palmeiras durante o CBF Summit / Foto: Reprodução CBF TV

Leila Pereira em entrevista após a reunião na CBFReprodução/x

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Leila Pereira, presidente do Palmeiras em coletiva de imprensaReprodução/Instagram: @leilapereira
A saída do Palmeiras do bloco não impacta o atual contrato de TV que vai até o final de 2029. No entanto, a partir da negociação do próximo ciclo, a partir de 2030, o alviverde pode seguir um novo rumo.
Relembre o início do atrito entre Flamengo e Palmeiras na Libra
Os atritos começaram no ano passado quando o Flamengo entrou com um processo judicial alegando que os termos para distribuição de direitos de TV no critério de audiência não estavam claros. A Libra estipulava que 30% dos valores seriam referentes à audiência da TV, mas não estipulava critérios claros para metrificação deste critério. O restante do dinheiro, 40% dividido de forma igualitário e 30% por performance esportiva no Brasileirão, não era motivo de divergência.
O Flamengo argumentava que o acordo não previa o quanto do dinheiro seria representado por audiência de TV paga, TV aberta e assinaturas de Pay Per View, e se sentia prejudicado com uma queda significativa de receita nos direitos de TV. Durante o imbróglio, o Flamengo conseguiu, pela via judicial, o bloqueio de valores repassados pela TV Globo referentes aos direitos de TV, o que causou revolta nos clubes do bloco.
O rubro-negro justificou a ação argumentando que os clubes não queriam debater as distribuição destes recursos, deixando a cargo da TV Globo o quanto seria destinado a cada clube que compõe o bloco. Outro motivo de revolta do Flamengo foi o fato de que o contrato assinado com a emissora também não previa um acréscimo em caso de aumento de representantes da Libra na Série A ao longo dos anos, o que ocorreu em 2026 com o acesso do Remo à Série A. Com isso, todos os clubes que integram a Libra – que na atual temporada representam 10 equipes – se viram obrigados a dividir os mesmos valores pagos pela emissora sem um reajuste.
A briga judicial resultou na saída de outros clubes do bloco além do Palmeiras, como Atlético-MG e Vitória. O Grêmio chegou a anunciar a decisão de também deixar o bloco, mas, ao sentar a mesa de negociações com o Flamengo, acabou optando por permanecer na Libra.
Os clubes chegaram a um acordo com o rubro-negro, cedendo R$ 37,5 milhões por temporada ao Flamengo, o que representa, ao fim do contrato em 2029, um acréscimo de R$ 150 milhões. O Palmeiras, mesmo sendo contrário, assinou o acordo a fim de interromper o imbróglio judicial.