Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, saiu em defesa da atuação do líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), durante a sabatina de Jorge Messias.
Para a colunista Milena Teixeira do portal Metrópoles, Otto relatou que, após a rejeição de Messias, retornou à Bahia no mesmo voo que Wagner. Segundo ele, o senador passou toda a viagem em silêncio e demonstrou abatimento ao ser questionado sobre o episódio.
Tudo sobre Política em primeira mão!
“A gente voltou no mesmo voo porque o governador Jerônimo Rodrigues cumpria agenda em Brasília.. Wagner não disse uma palavra e, quando o assunto surgiu, dava para ver lágrima no olho dele pela não aprovação”, afirmou.
Otto destacou ainda que Wagner teve papel importante na aprovação de ao menos três indicações do presidente Lula em seu terceiro mandato: os ministros do STF Flávio Dino e Cristiano Zanin, além do procurador-geral da República Paulo Gonet.
O chefe da CCJ também defendeu a necessidade de diálogo entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mesmo após o revés.
Desconfiança
O próprio Jorge Messias teria desconfiado de ter sido traído por Jaques Wagner na votação em que o Senado rejeitou a indicação dele ao STF.
De acordo com informações da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o advogado-geral da União teria chamado Wagner de “traíra” durante conversa com aliados e dito que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo.
Pessoas próximas ao governo também levantaram a possibilidade de que Wagner tivesse atuado ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para derrotar Messias.
Leia Também:
Continua na articulação
Ao portal A TARDE nesta terça-feira, 5, Jaques Wagner afirmou que seguirá na liderança do governo na Casa mesmo diante de uma base majoritariamente de oposição, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidir mantê-lo na liderança do governo no Senado.
Wagner não aprofundou as críticas que recebeu após a maior derrota da gestão petista no Senado, com a rejeição histórica do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, afirmou que foi chamado por Lula para uma conversa, na qual o presidente demonstrou “indignação” com a rejeição e com as tentativas de atribuir a ele a responsabilidade pela derrota.