Brasileiros somam 5 vitórias, 3 empates e somente uma derrota contra os rivais ‘hermanos’
As primeiras rodadas das copas Libertadores e Sul-Americana têm evidenciado ainda mais a distância entre as equipes brasileiras e argentinas. Donas das últimas sete taças da principal competição do continente, as equipes do país pentacampeão mundial têm registrado ampla vantagem contra os rivais ‘hermanos’ em 2026, com 5 vitórias, 3 empates e só uma derrota até o momento.
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Duas dessas partidas foram disputadas nesta semana, casos da vitória do Cruzeiro por 1 a 0 diante do Boca Juniors na última terça (28), em Belo Horizonte, e do empate do Flamengo contra o Estudiantes, na Argentina, na última quinta-feira (29). Ainda na Libertadores, na primeira rodada, o Corinthians estreou vencendo o Platense por 2 a 0, na Argentina, enquanto o Mirassol derrotou o Lanús por 1 a 0. O único brasileiro a ser derrotado foi o Fluminense, que perdeu no Maracanã para o Independiente Rivadavia na segunda rodada da fase de Grupos, por 2 a 1.
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Léo Pereira com o troféu da Libertadores, conquistado contra o Palmeiras.Reprodução/@leopereira4

Flamengo conquista o título de tetracampeão da LibertadoresFoto: Divulgação/Conmebol

Bruno Henrique beija troféu da Libertadores, em Lima, no PeruFoto: Adriano Fontes/Flamengo

Taça LibertadoresDivulgação

Divulgação/CONMEBOL

Thiago Almada, Luiz Henrique e Savarino e Igor Jesus conquistaram a Libertadores pelo Botafogo em 2024Thiago Almada, Luiz Henrique e Savarino e Igor Jesus conquistaram a Libertadores pelo Botafogo em 2024 / Reprodução

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Monumental de Nuñez, estádio do River Plate e palco da final da Libertadores em 2024 (Reprodução)

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Já na Sul-Americana, são duas vitórias brasileiras e dois empates: na primeira rodada, Barracas Central e Vasco empataram em 0 a 0, enquanto na segunda o Grêmio venceu por 1 a 0 o Deportivo Riestra e o Botafogo derrotou o Racing pelo placar de 3 a 2, na Argentina. Já na terceira rodada, San Lorenzo e Santos empataram em 1 a 1.
Cristiano Caús, sócio-fundador responsável pela área de Direito Desportivo no escritório CCLA Advogados, destaca o quanto a distância atual está relacionada às condições econômicas dos dois países, e também indica o quanto as diferenças nos modelos de gestão de clubes nos dois países também podem influenciar o cenário.
“Não é novidade que o Brasil é o país mais rico da América do Sul e, portanto, o futebol brasileiro acaba se sobressaindo também por conta dessa condição. Além disso, a diferença com nossos ‘hermanos’ será ainda mais acentuada com o advento da Liga, mas para isso é necessária uma conversão de interesses dos dois movimentos hoje existentes em prol de um mesmo futebol nacional”.
Outro ponto debatido como possível discrepância e que poderia reduzir a diferença entre os clubes dos dois países é a permissão para a criação das SADs na Argentina (o que é equivalente às SAFs no futebol brasileiro). O presidente da Argentina, Javier Milei, já defendeu em inúmeras oportunidades a adoção do modelo. Inclusive, após a eliminação de Boca Juniors e River Plate ainda na primeira fase da Copa do Mundo de Clubes, em julho de 2025, elogiou nas redes sociais o futebol brasileiro e reafirmou o desejo pela transformação dos clubes argentinos em SAFs (SADs, na Argentina).