Mesmo sem conseguir vencer o Corinthians e quebrar um tabu que já dura uma década no Barradão, o técnico Jair Ventura saiu satisfeito com o desempenho do Vitória no empate sem gols pela 12ª rodada do Brasileirão neste sábado, 18.
Mais do que o resultado, o treinador destacou a evolução coletiva da equipe, especialmente na organização e na forma de jogar.
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“Hoje a gente jogou bem e não venceu, mas jogou bem. E se não jogar bem eu também vou falar. A nossa equipe está ficando mais consistente”, elogiou.
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Estratégia anti-Diniz
Um dos pontos mais enfatizados por Jair Ventura foi o cumprimento da estratégia montada para enfrentar um time conhecido por priorizar a posse de bola, comandado por Fernando Diniz.
Segundo ele, o Vitória conseguiu justamente tirar esse conforto do adversário, algo raro desde a chegada do técnico adversário.
“Dificilmente alguma equipe vai ter mais posse que o time do Diniz. E a gente conseguiu. Terminamos o jogo com mais posse. Não sou apaixonado por posse, mas ela tem que servir para criar, e hoje serviu dentro da estratégia”, analisou.
O treinador ainda ressaltou a coragem da equipe ao sair jogando desde a defesa, mesmo sob pressão.
“A gente saiu curto o tempo todo, pressionou alto. É um time corajoso, que corre risco para jogar”, disse.
Poucas chances
Apesar do placar zerado e da baixa produção ofensiva, com apenas um chute no gol, Jair Ventura vê evolução no processo de construção.
“Foi um jogo com poucas chances claras, mas na organização e na criação no primeiro terço eu vejo uma crescente muito boa”, opinou.
Quanto aos zero chutes a gol do outro lado, o treinador fez questão de valorizar o desempenho defensivo da equipe, além de destacar atuações individuais, como a de Cacá e Luan Cândido.
“Que partida do Cacá. E o Luan fez a melhor partida dele com a gente, muito técnico, ajudando na construção”, elogiou.
Vitória e Corinthians no Barradão | Foto: Victor Ferreira I EC Vitória
Desfalques
Em meio a pontos positivos, uma grande angústia de Ventura foi a limitação nas opções devido ao número de desfalques, o que impacta diretamente nas substituições e variações táticas.
“Quando você perde muitos atletas, você tem menos opções. Não é falta de qualidade, é questão de quantidade mesmo, e com o Kayzer sentindo hoje, a preocupação aumenta ainda mais”, disse.
Para ele, no entanto, a “zaga remendada” que usou tantos jovens da base vem dando altos resultados, tendo tomado gol apenas do Flamengo em casa.
Assim, para Jair, a ansiedade pela volta da zaga original é grande, mas a confiança na zaga disponível também é alta.
Metade da tabela
Mesmo lamentando o resultado, o técnico ponderou que o ponto conquistado pode ser importante ao longo da competição, deixando o Vitória no meio da tabela.
“A gente queria a vitória, claro. Mas tem muita equipe que conquista objetivos por um ponto. Lá na frente isso pode fazer diferença”, afirmou.
“Ano passado a gente perdeu esse jogo. Hoje a gente soma um ponto”, comemorou.
Sem tempo para lamentar, o Vitória já volta suas atenções para o próximo desafio na quarta-feira, 22, no Maracanã, contra o Flamengo, pela Copa do Brasil.