O Vasco da Gama teve seu presidente, Pedrinho, condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva após julgamento em segunda instância. O dirigente havia sido absolvido inicialmente pela 2ª Comissão Disciplinar, mas teve a decisão reformada pelo Pleno, que acolheu recurso da Procuradoria.
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O caso teve origem após o empate em 3 a 3 com o Cruzeiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão. Na ocasião, o mandatário se dirigiu à equipe de arbitragem com críticas e ofensas registradas em súmula. Pelo entendimento unânime dos auditores, a conduta ultrapassou o limite de um “desabafo”, especialmente diante da necessidade de intervenção policial durante o episódio.
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Pedrinho em coletiva no Vasco da Gama.Dikran Sahagian/Vasco da Gama

Pedrinho, presidente do Vasco, em entrevista coletiva (Reprodução)

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Enquadrado no artigo 258, parágrafo 2º, inciso II, que trata de atitudes contrárias à disciplina ou ética desportiva, Pedrinho recebeu punição de 15 dias de suspensão, prazo mínimo previsto. Com isso, ficará afastado de jogos e de atividades relacionadas ao cargo durante o período.
A decisão considerou, além das declarações, o contexto da ocorrência, a repercussão do caso e o papel institucional do dirigente. Também foi apontado que as falas direcionadas à arbitragem extrapolaram o âmbito técnico e atingiram aspectos pessoais.
Na súmula da partida, o árbitro Lucas Paulo Torezin registrou as declarações do presidente: “Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar, você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa, foi assim ano passado com o palmeiras, na casa deles. Lá você prejudicou a gente e hoje aqui de novo, com os pênaltis que você deixou de marcar e com esses acréscimos. Você é arrogante, prepotente e soberbo. sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda.”
Durante a confusão, houve necessidade de escolta policial para proteger a equipe de arbitragem, além do uso de spray de pimenta para conter o tumulto. Posteriormente, a Polícia Militar de Minas Gerais registrou boletim de ocorrência, apontando que integrantes do clube contribuíram para intensificar a situação.
Com o julgamento no Pleno, não há mais possibilidade de recurso dentro da Justiça desportiva.