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Estatueta pré-histórica revela cenas raras da vida espiritual antiga

Com apenas 3,7 cm de altura, a estatueta foi modelada em argila local –

Arqueólogos descobriram em uma aldeia pré-histórica próxima ao Mar da Galileia uma estatueta de argila de 12 mil anos que pode revelar aspectos ainda desconhecidos da vida simbólica do sudoeste da Ásia. A peça foi encontrada no sítio de dde e mostra uma mulher interagindo com um ganso.

A descoberta se destaca por representar a interação mais antiga já registrada entre um humano e um animal e também por trazer a figura feminina mais antiga esculpida de forma naturalista na região. A estatueta foi localizada em uma estrutura de pedra que reunia sepulturas e depósitos cerimoniais pertencentes a um assentamento natufiano tardio.

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Simbolismo do ganso e práticas rituais natufianas

A figura mostra uma mulher agachada enquanto um ganso se apoia em suas costas. Pesquisadores afirmam que o animal não aparece como presa, mas como elemento simbólico. Entre os povos natufianos, o ganso era usado tanto na alimentação quanto em rituais, o que reforça a hipótese de que a peça representa uma crença animista, marcada pela visão espiritual compartilhada entre humanos e animais.

| Foto: Laurent Davin/Divulgação

Os responsáveis pelas escavações afirmam que a obra registra um momento de grande transformação cultural. As comunidades nômades começavam a se fixar em aldeias permanentes e a desenvolver novas formas de expressão artística.

A estatueta, com 3,7 centímetros, foi moldada em argila local e queimada a cerca de 400 graus, demonstrando domínio técnico significativo para a época.

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Análises microscópicas revelaram pigmento vermelho, possivelmente ocre, na figura feminina e no ganso, além da impressão digital da pessoa que produziu o objeto. O uso de contraste para criar profundidade visual indica um estilo que só se tornaria comum mais tarde, durante o Neolítico.

Um marco para entender as primeiras sociedades sedentárias

A descoberta contribui para compreender como narrativas e símbolos surgiram enquanto as primeiras sociedades sedentárias se formavam. Evidências de penas e ossos trabalhados sugerem que os gansos também tinham função ritual.

Para os pesquisadores, a estatueta é uma chave importante para entender o pensamento simbólico que influenciou a transição para o Neolítico e moldou tradições figurativas posteriores na região.



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