De volta aos holofotes, o grupo Carrefour voltou a ser alvo de denúncias na Bahia. O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a varejista por casos de assédio sexual em uma loja de Itabuna, no sul do estado.
As denúncias
Segundo o MPT, um gerente é acusado de praticar uma série de assédios contra funcionárias e funcionários: comentários sobre o corpo, ofertas de vantagens em troca de favores sexuais, toques inapropriados, perseguições dentro da loja e até mensagens e áudios pelas redes sociais.
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Há relatos de que ele também assediava homens, usando palavras de baixo calão e chegando a tocar partes íntimas das vítimas.
Investigação e omissão da empresa
As denúncias começaram a ser investigadas pelo MPT no ano passado. Apesar de ter acesso às provas, o Carrefour recusou assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). A única medida tomada foi a demissão do gerente acusado, sem oferecer acolhimento às vítimas ou criar protocolos para evitar novos casos.
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De acordo com os depoimentos, a empresa não promovia treinamentos adequados sobre assédio sexual, não dispunha de um canal de denúncia efetivo e ainda proibia relacionamentos afetivos entre empregados.
Ação do MPT
Na última quarta-feira (04), a procuradora Carolina Novais ajuizou a ação na 3ª Vara do Trabalho de Itabuna. O órgão pede que a rede seja condenada a pagar R$ 20 milhões em danos morais coletivos e que adote um programa nacional de prevenção e combate ao assédio sexual em todas as suas unidades.
Para o MPT, o Carrefour buscou silenciar as vítimas. “A diretoria, ciente das denúncias, não corrigiu suas práticas ilegais. Após a demissão do assediador, passou a perseguir e punir funcionárias”, afirmou a procuradora.
O processo corre em segredo de justiça, e o MPT pediu sigilo para proteger vítimas e testemunhas.
A reportagem entrou em contato com o Carrefour, que ainda não se posicionou. O espaço segue aberto para resposta.