Para a categoria, o principal motivo para isso foi a imposição da cerveja Itaipava como única a ser autorizada para comercialização
A segunda noite de festas do Camaforró 2025 também ficou marcada pela frustração dos vendedores, que já afirmam que as vendas estão abaixo do esperado em comparação aos anos anteriores.
Para eles, o principal motivo para tamanha rejeição foi a imposição da cerveja Itaipava, feita pelas organizadoras por ser a única a ser autorizada para o comércio no Espaço Camaçari 2000. Segundo a prefeitura, isso se deve ao fato da marca ser a patrocinadora do evento, após articulação feita pelo governo estadual – segundo palavras do gestor, Luiz Caetano (PT).
“O que não tá agradável para 70% da população é essa cervejaria [Itaipava], já que a maioria não gosta dela. Poderia ser algo muito melhor para todos os ambulantes” se queixou um comerciante em entrevista ao Bahia no Ar.
Apesar disso, o problema com a Itaipava não é a única dentre a quebra de expectativa por parte dos ambulantes. Segundos relatos, o movimento das barracas de alimentos também segue fraco, causando preocupação aos vendedores que passam a noite toda no local, tentando aumentar a renda durante os festejos juninos.
A sensação é geral: agora é buscar, pelo menos, conseguir o valor gasto com o investimento que, infelizmente, em grande parte parece ter fracassado.
“A venda aqui tá difícil, pra manter aqui só pela graça de Deus mesmo. [O público] ‘tá’ fraco, minha expectativa era pra ser top. Pretendo que saia alguma coisa pra poder repor o valor que a gente gastou”, disse outro vendedor à reportagem.
O grupo de comerciantes teve uma série de problemas, causado em sua maioria pela falta de planejamento da prefeitura de Camaçari, pois desde à alocação no espaço até a divulgação – em cima da hora – da cerveja Itaipava como exclusiva do Camaforró, foram motivos causadores para tamanha desordem, o que gerou revolta geral.